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Chega de suprema bondade dentro das salas de aula!

É preciso continuar desmascarando as pós-verdades de doutrinadores esquerdistas bondosos (e muitos encarnados enrustidos!), leitores somente de orelhas de livros rubros, com suas abstrações e elucrubrações totalmente retóricas, sem fundamentação científica genuína.

Se fosse verdadeiro e eficiente o método educativo “centrado” no aluno, o Brasil não estaria formando analfabetos funcionais e alunos que sabem nada ou muito pouco.

Dados divulgados pela OCDE confirmam que os estudantes brasileiros aparecem entre os 20 piores desempenhos no ranking das três áreas analisadas pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), principal avaliação da educação básica no mundo, em especial em matemática, ciências e leitura.

Dentro de sala de aula – ensino não se restringe a aula! -, parece-me lógico que o educando está lá para mergulhar no conhecimento científico e aprendê-lo. Precisa-se de mestres de verdade!

Para se formar cidadãos conscientes e preparados e se qualificar jovens universitários, é indispensável ter disciplina, ensino e conteúdo sistemático e bem estruturado, professores qualificados em suas respectivas áreas, ao invés de visão pueril e da cartilha progressista, que afirmam que os estudantes devem ter mais liberdade para definirem e criarem suas “agendas de ensino”.

Duvido muito que aqueles que frequentaram recentemente os bancos escolares não tenham ouvido uma legítima piada, entoada como se fosse o canto da sabedoria suprema: “o aluno é o cliente!”. Só se for da conhecida e básica doutrinação. Exigência quanto aos conteúdos… nem pensar!

Vocês não imaginam o que tem de universidades com cursos supostamente “diferenciados”, inovando em metodologias de ensino, em que os alunos são aqueles que preparam as aulas… Deus nos acuda!

Qualquer participação mais ativa dos estudantes sem o necessário conhecimento profundo do marco teórico-conceitual e de seu verdadeiro pragmatismo, convenhamos, é mera invenção contraproducente e insensata! Super legal… de conhecimento efetivo, muito pouco…

Certamente que no mercado real as pessoas, para empreenderem e ganharem dinheiro, precisarão inovar, buscando criar soluções novas em que outras pessoas e empresas ainda não pensaram e que ainda não materializaram em produtos, serviços e experiências.

Racional e bem-vindo que a inovação seja incentivada e recompensada. No entanto, sem o conhecimento científico básico acumulado, parece mais difícil a criação ou a reprodução melhorada de novas soluções para a vida em sociedade.

Chega desse papinho morfético! Basta de recomendações progressistas de pedagogos benevolentes!

Aquisição de conhecimento verdadeiro e útil vem logicamente de muita preparação da instituição de ensino, da dedicação, do suor e das lágrimas daqueles que realmente querem aprender.

Por óbvio, também de apoio sistemático aos mais necessitados, com alguma estratégia de “reforços” em todas as esferas. Nesse aspecto, juntamente com a família, é que se começa a bater forte na questão das vitais responsabilidades humanas.

Seguidores da destruidora máxima da foice e do martelo do “tudo é permitido” seguidamente costumam citar “práticas socialistas” dos países escandinavos, quase sempre equivocadamente.

Em entrevista recentemente publicada, a ex-assessora de educação do governo sueco, Inger Enkvist, destrói a falácia das novas metodologias educacionais que visam a dar mais liberdade aos alunos dentro das aulas. Diz ela que essa pedagogia “promove a antiescola”.

Para efetivamente aprender uma língua, matemática, ciências, matérias duras e complexas, é fundamental haver esforço por parte dos acadêmicos e algum tipo de recompensa por tal aprendizado.

Basta desse romantismo rousseauniano e do “ensino dogmático” a la Paulo Freire, inocente e bem-intencionado; essencial é assumir as devidas responsabilidades e, com disciplina, estímulo e dedicação focar naquilo que deve ser aprendido.

Liberdade, factualmente, só se alcança com conhecimento verdadeiro e útil e senso crítico embasado em conteúdo relevante. Chega de mais uma bondosa e faceira utopia!

Alex Pipkin

Alex Pipkin

Doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS. Mestre em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS Pós-graduado em Comércio Internacional pela FGV/RJ; em Marketing pela ESPM/SP; e em Gestão Empresarial pela PUC/RS. Bacharel em Comércio Exterior e Adm. de Empresas pela Unisinos/RS. Professor em nível de Graduação e Pós-Graduação em diversas universidades. Foi Gerente de Supply Chain da Dana para América do Sul. Foi Diretor de Supply Chain do Grupo Vipal. Conselheiro do Concex, Conselho de Comércio Exterior da FIERGS. Foi Vice-Presidente da FEDERASUL/RS. É sócio da AP Consultores Associados e atua como consultor de empresas. Autor de livros e artigos na área de gestão e negócios.