Bolsonaro na ONU: o melhor discurso da história

Antes de qualquer coisa, precisamos nos lembrar da conivência da ONU com as ditaduras assassinas da Coreia do Norte, de Cuba e da Venezuela, além das africanas. Precisamos ter isso bem fresco em nossa mente para entender a importância do discurso de Jair Bolsonaro hoje, na abertura da Assembleia Geral da ONU.

O fato é que a Organização das Nações Unidas foi transformada numa confraria de países que buscam apoio uns dos outros para suas barbaridades – e quase sempre conseguem, vide o apoio que a ONU dá ao “mundo islâmico” contra a Israel. Os tradicionais discursos na ONU refletiam tanto o caráter de diplomaticamente corretos que chegavam ao ponto de defender grupos terroristas, como, a propósito, fez a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015, pedindo “diálogo” com o ISIS, grupo que estava aterrorizando o Iraque e alguns países da África.

Então, chegamos a esse histórico 24 de setembro de 2019, em que um presidente brasileiro joga na cara de todos os membros da ONU os absurdos que ela vem tolerando ao longo do tempo.

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Enfim, alguém utilizou o nome correto para se referir ao que destruiu a Venezuela: SOCIALISMO. O mundo precisava ouvir isso.

Tiveram de passar 20 anos para alguém subir à tribuna para dizer que existe uma organização criminosa chamada Foro de São Paulo, que tem entre seus integrantes grupos terroristas como as FARC, que provocou uma guerra civil na Colômbia, que vitimou fatalmente mais de 260 mil pessoas.

Jair Bolsonaro fez bem em citar o trabalho escravo que o regime cubano impõe até fora de suas fronteiras. Fez bem ao informar que o Brasil é o país onde mais se preserva a natureza em proporção à sua produção de alimentos para seu povo e para outros países do mundo − 14% do território brasileiro estão demarcados como terra indígena, que a França e a Alemanha, por exemplo, usam mais de 50% de seus territórios para a agricultura, enquanto o Brasil usa apenas 8%.

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Jair Bolsonaro fez muito bem em lembrar que assumiu o governo de um país com graves problemas econômicos, sociais e institucionais provocados por uma esquerda corrupta, irresponsável, mentirosa e que ainda lança sucessivas campanhas de difamação do Brasil no exterior.

Lembrando que a ONU também lava as mãos (com ou sem trocadilho) diante da perseguição aos cristãos em diversas partes, foi importantíssimo que ele tenha citado um verso da bíblia. Eu, ateu, espero que ele repita isso muitas outras vezes porque a defesa de uma religião é, sobretudo, a defesa de uma cultura.

Infelizmente, sabemos que a grande imprensa vai repercutir o discurso de Jair Bolsonaro fazendo recortes e distorções para construir mais uma narrativa contra o presidente de “extrema-direita” do Brasil. A Globo News deve levar ao ar algum programa sobre o nazismo.

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Porém, acho que Bolsonaro deixou bem claro que não vai se curvar ao globalismo representado pela ONU e UE. Além de tudo isso, ele reafirmou seu compromisso com a liberalização da economia.

Lembrando o que tínhamos no governo até há pouquíssimo tempo, pergunto: Jair Bolsonaro é mesmo tão ruim como dizem? Eu, militante liberal, penso que não. Muito pelo contrário. Cabe-nos apenas apoiar, sem confetes e com ressalvas.

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João Cesar de Melo

João Cesar de Melo

É arquiteto e artista plástico.