Ano para desfrutar dos benefícios da criação de valor no mercado?

Independentemente de “qualquer coisa”, creio mesmo que 2020 será um ano melhor para os brasileiros.

Não é adivinhação, premonição, tampouco análise robusta de indicadores econômicos, que de fato projetam um ano mais favorável.
Muito menos fruto do contagioso ar festivo e grato dos desejos nobres e misericordiosos das pessoas.

Verdadeiramente, é justo por isso que acredito que as coisas progredirão para todos!

Observando e conversando com gente de todas as idades, sexos, preferências sexuais, cores, religiões, pobres, ricos, mediados… parece-me real que está havendo uma mudança de pensamento extraordinariamente saudável para o país.

Num português trivial e objetivo, as pessoas começaram a compreender que “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, será muito mais benéfico para aqueles que precisam e, similarmente, para os que não precisam.
Perdoem-me os autênticos caridosos, nada contra a benevolência! Mas o que têm de bondosos dos holofotes não é bolinho! Afinal, de boas intenções o inferno está cheio…

Não é preciso ser psiquiatra, psicólogo ou estudar economia e negócios para entender que os indivíduos, por natureza, são distintos e se desenvolvem e perseguem diversos caminhos em busca de objetivos de vida e felicidade – variados e diferentes.

Aparenta-me que um dos maiores erros em todas as esferas da vida pessoal, profissional e social, arraigado no solo e na mente nacional, é o desejo insensato de se querer padronizar as experiências, os sentimentos e as ações humanas.

Não é por acaso que há séculos somos governados por conceitos alimentados do coletivismo verde-amarelo.

Por nossas bandas, ainda não percebeu-se que cada um de nós acaba se tornando o resultado das próprias escolhas.

Porém, agora felizmente por aqui, a ignóbil mentalidade da dependência vai sendo pouco a pouco rompida e o entendimento de que é necessário vontade, preparação e ação individual vai sendo gestado.

Factualmente, a mentalidade do “fazer individual” é aquela que estimula a geração de laços integrativos, de colaboração e de solidariedade nos relacionamentos nos mercados, e é potencializada à medida em que há incentivos criando mais liberdade para que as pessoas possam se associar umas às outras.

Os “caridosos dos holofotes” não desejam compreender que são os processos associativos e livres nos mercados que geram a verdadeira agregação de valor individual e que se alastram para as pessoas e respectivas comunidades em que tais processos são instalados.

A maior bondade que pode ser realizada é aquela que possibilita e favorece a geração de riqueza, fazendo com que as pessoas possam desfrutar dos benefícios dos processos de criação de valor nos mercados – livres.

Não precisamos de um “novo capitalismo” nem de uma economia papal! Necessitamos somente de uma efetiva economia de mercado, impulsionadora de nova mentalidade, de maiores oportunidades, em que os indivíduos busquem sim o lucro capaz de alavancar mais prosperidade.

Tomara que eu esteja correto. Espero que sigamos no país com um processo de maior liberalização econômica, aquele que amplificará relações associativas nos mercados, gerando maiores oportunidades e riqueza para todos.

Alex Pipkin

Alex Pipkin

Doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS. Mestre em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS Pós-graduado em Comércio Internacional pela FGV/RJ; em Marketing pela ESPM/SP; e em Gestão Empresarial pela PUC/RS. Bacharel em Comércio Exterior e Adm. de Empresas pela Unisinos/RS. Professor em nível de Graduação e Pós-Graduação em diversas universidades. Foi Gerente de Supply Chain da Dana para América do Sul. Foi Diretor de Supply Chain do Grupo Vipal. Conselheiro do Concex, Conselho de Comércio Exterior da FIERGS. Foi Vice-Presidente da FEDERASUL/RS. É sócio da AP Consultores Associados e atua como consultor de empresas. Autor de livros e artigos na área de gestão e negócios.