A vingança dos improdutivos

burocracia

Quando eu era moleque – e agora vou entregar minha idade – um filme fez muito sucesso, chamado “A vingança dos nerds”. Era meio besteirol, mas retratava a reação tardia daqueles que sofriam bullying na juventude por serem mais esquisitos, com elevado QI, mas baixo porte atlético. Eles colocaram a inteligência a cargo da coragem e conseguiram dar uma lição dos brutamontes descerebrados.

De fato, alguns anos depois, vimos a verdadeira “vingança dos nerds” no Vale do Silício, com o setor mais dinâmico da tecnologia produzindo bilionários e milionários aos montes. O fundador do Facebook é um caso clássico, como Bill Gates, da Microsoft. Os nerds realmente provaram seu valor, produzindo bens e serviços amplamente demandados pelos consumidores.

Mas há uma categoria que ficou para trás e, com profundo rancor, também tenta se vingar dos melhores, dos que se destacam pelo próprio mérito. Ao contrário dos nerds, porém, não fazem isso criando nada de valor, e sim ocupando cargos no poder para infernizar a vida dos seres produtivos. Estamos diante de uma “vingança dos improdutivos”, encastelados na burocracia que só cria dificuldades legais para vender facilidades ilegais depois ou para punir mesmo os criadores de riqueza.

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Esse foi o tema da coluna de Luiz Felipe Pondé na Folha hoje, citando inclusive Ayn Rand, a filósofa russa ignorada na Academia por ser radical demais na defesa do liberalismo, doutrina inaceitável nos meios universitários. Esses improdutivos tomam a imensa máquina estatal e dela abusam para dificultar ao máximo possível a vida daqueles que querem produzir. Diz Pondé:

No Brasil, abrir uma pequena empresa é um inferno de impostos e siglas, que, por sua vez, se constituem num mercado tecnocrático em si, fazendo do infeliz empreendedor um desgraçado a mercê da última invenção de algum burocrata de Brasília. E todos os neolíticos que apostam na máquina do Estado para fazer “justiça social” batem palmas para essa metafísica do Sudão.

Este tipo de cultura atrasada faz com que aqueles que nada produzem mandem no processo, obrigando você a produzir nada (servindo as exigências burocráticas deles) ou a produzir irrelevâncias que, por si só, servem aos esquemas burocráticos.

Num universo como este (um novo círculo do inferno de Dante), o dinheiro se torna refém de quem nada produz, mas detém os mecanismos de tortura sobre suas vítimas, os produtivos, que os carregam nas costas. Servir a essa máquina se torna a garantia de permanecer existindo dentro dessa cadeia, supostamente produtiva, mas onerada pela metafísica do Sudão que a alimenta.

A corrupção é sintoma claro desse poder todo concentrado nas mãos dos burocratas. Quando o estado estende seus tentáculos a cada canto da economia, claro que todos se tornam seus reféns, e os burocratas, com suas canetadas poderosas, podendo aplicar seletivamente leis absurdas e arbitrárias, conseguem explorar isso como parasitas que vivem acoplados aos hospedeiros.

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“Quando produtivos dependem de improdutivos para produzir, estamos numa fria”, resume Pondé com base em Ayn Rand. Todo esse aparato burocrático criado no país serve aos que vivem de “produzir” amarras aos produtivos, dificultando a vida de todos, limitando o avanço econômico, atrasando o progresso. Por trás disso está o oportunismo dos parasitas, claro, mas também seu rancor, seu recalque com aqueles que, de fato, são melhores, mais eficientes, mais ousados.

Pondé também compreende o fenômeno do ponto de vista psicológico, ao concluir: “Imagino um desses improdutivos, com os olhinhos brilhando, acordando de manhã e se perguntando: como posso tornar a vida dos produtivos mais miserável hoje?” Se a “vingança dos nerds” serviu para a produção de várias coisas úteis e desejadas, a “vingança dos improdutivos” não serve para absolutamente nada que preste. É só recalque mesmo, puxando todos para baixo como uma reação vingativa de quem não consegue se erguer por conta própria.

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Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino

Presidente do Conselho do Instituto Liberal e membro-fundador do Instituto Millenium (IMIL). Rodrigo Constantino atua no setor financeiro desde 1997. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), com MBA de Finanças pelo IBMEC. Constantino foi colunista da Veja e é colunista de importantes meios de comunicação brasileiros como os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Conquistou o Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade, realizado em 2009. Tem vários livros publicados, entre eles: "Privatize Já!" e "Esquerda Caviar".

23 comentários em “A vingança dos improdutivos

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    14/10/2015 em 11:45 am
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    Desculpe-me caro amigo, permita-me discordar de vc neste exemplo, que
    acho foi infeliz ao comparar a embraer, uma empresa que produz aviões e
    os coloca no mercado e a anac (que foi formada com digamos, de partes do
    Comando da Aeronáutica: do Departamento de Aviação Civil-DAC e seus
    Serviços Regionais de Aviação Civil-SERAC, do Instituto de Ciências da
    Atividade Física da Aeronáutica-ICAF, do Instituto de Aviação Civil-IAC e
    a Divisão de Certificação de Aviação Civil do Instituto de Fomento e
    Coordenação Industrial-IFI). que como vc mesmo confirma é uma agencia
    reguladora.

    Bem, uma aeronave precisar voar em um percurso
    predeterminado as tais aerovias e decolar e aterrisar dentro de
    procedimentos determinados em determinados locais chamados aerodromos,
    através de protocolos consolidados internacionalmente e que devem ser
    recepcionados aqui por uma agencia reguladora, Sim tudo na vida segue
    regras, e realmente deve ser muito dificil viver sob elas para pessoas
    ditas libertarias (e devo dizer, eu também sou uma delas e pior ainda,
    meu trabalho é cobrar regras de pessoas juridicas).

    Devia ser muito legal e
    emocionante viver na época de Santos Dumont e dos Irmãos Wright onde
    podia-se colocar as mais malucas geringonças fabricadas pelo homem no
    ar, e na verdade tudo começou neste momento e foi ótimo (é claro, voce ainda pode fazer isto e assumir o risco como é o caso de passeios de ultra-leve, se alguem já teve o prazer de voar em um desses vai perceber que é obrigatório uma tarjeta amarela informando que ele não é homologado pelo DAC antigamente ou a ANAC hoje).

    Bem, hoje a
    situação é diferente..enquanto teclo para vc caro amigo, neste momento,
    existem no minimo 11 mil aeronaves rodando sobre nossas cabeças e
    infelizmente não existe muita chance de liberdades neste negocio. a
    segurança é tudo, e a regulamentação nao pode ser entendida apenas como
    um conjunto de regrinhas criadas por burocratas idiotas sentados em suas
    estações de trabalho,

    Ela faz parte do processo produtivo e quem não entender isto está fora do mercado aqui ou em qualquer parte do mundo.Ou não?

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      14/10/2015 em 4:06 pm
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      Concordo que a regulamentação não é “apenas um conjunto de regrinhas criadas por burocratas idiotas sentados em suas estações de trabalho”. Mas as pessoas que trabalham com isso definitivamente não fazem parte do setor produtivo, e não produzem qualquer tipo de riqueza para a sociedade.

      Não conheço a ANAC ao fundo, você parece conhecer melhor que eu, mas vamos pegar ela de novo para eu te dar outro exemplo. Para entrar no edifício da ANAC provavelmente deve haver uma portaria. Essa portaria deve ter regras de acesso para a entrada das pessoas que não trabalham lá. Talvez haja distribuição de vagas na garagem, com regras para seu uso. Provavelmente também deve haver regras de horário de entrada e saída de trabalho, etc… Todas essas coisas são regras, são necessárias, mas não fazem parte do trabalho de regulação da aviação certo? Vamos supor que o seu chefe continue tirando pessoas que trabalham com a aviação na ANAC para colocá-las em uma área que cria exclusivamente regrinhas para a ANAC. Agora pense que essas pessoas não fazem a regrinha e voltam para afazeres mais “produtivos”. Não, elas estão exclusivamente focadas nisso. Vão criar regrinhas novas todos os dias para a ANAC, já que essa é a função exclusiva dessas pessoas (e talvez supervisionar se todos estão “de acordo com as regras”). Pense bem e me diga, o trabalho que a ANAC faz para o público vai ficar melhor ou pior se continuarmos tirando pessoas contratadas pela ANAC da área de regulação da aviação (e em tarefas de apoio, como TI, RH, etc…) para focar exclusivamente em criar regrinhas internas e controlar o local de trabalho, dizendo o que as pessoas podem ou não podem fazer ali dentro? Isso inclui alocar pessoas na tarefa de controle do local de trabalho, como colocar pessoas na portaria para garantir que não passe ninguém não autorizado, ao lado da máquina de bater ponto para garantir que ninguém fraude o ponto, pessoas no corredor para garantir que ninguém está bebendo ou usando drogas no local de trabalho, etc… Nós já sabemos a resposta.

      Agora imagine que uma pessoa venha aqui e nos diga, como você fez, que “a determinação de regras internas para regular o trabalho da ANAC e pessoas para supervisioná-las é imprescindível para que ela funcione bem. Sem as suas normas internas a ANAC não conseguiria operar direito, a ANAC não pode ficar sem isso. Hoje existem centenas de funcionários na ANAC girando pelos corredores, milhares de páginas impressas todos os dias, entradas e saídas de pessoas a cada minuto do prédio, imagine a bagunça que seria isso daqui se não fosse por nós”. É claro que você concordaria com a premissa original, como eu concordei com você no primeiro parágrafo. O que você não concordaria, talvez, é com a autoimagem que essa pessoa faz de si, de que o trabalho dela é imprescindível para a regulação da aviação. Não, não é. Tanto não é que se conseguirmos tirar as pessoas de controlar o trabalho na ANAC e substituirmos elas por um sistema, elas estariam bem melhores aproveitadas trabalhando nas estações de trabalho, não é mesmo? Acredito que talvez você também não concordaria se 40% de todos os esforços da ANAC fossem na portaria, controle de vagas de garagem, criação de normativos internos, política de uso dos computadores, etc… Pois é.

      A mesma coisa é com a economia. A regulação é um mal necessário. Necessário, porque como já concordamos, precisamos sim de regras comuns. Mal porque é um fardo ao setor produtivo e não gera riqueza. da mesma forma que o controle de crachás não ajuda a regular a aviação. E é um mal ainda pior quando ela vem em excesso, pois além de remover recursos do setor produtivo, começa a atrapalhá-lo ativamente Ainda sobre o setor aéreo, é fato notório no Brasil que as passagens aéreas baratearam e as rotas se multiplicaram quando extinguiu-se a regulação de preços de passagens aéreas no Brasil, e não o contrário. Esse é um exemplo clássico de regulação em excesso. Ou seja, o dinheiro investido nas pessoas que trabalhavam com regulação de preços de passagens aéreas piorava a situação do preço, ao invés de melhorá-lo. Acredite, o Brasil é um dos países mais engessados por políticas públicas do mundo, e a grande maioria dos setores da economia possuem regulação em excesso.

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        14/10/2015 em 4:21 pm
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        Prezado Rafael, Esta aí, gostei da sua argumentação e ela faz sentido. Isto eu chamo de debate produtivo, podemos não concordar em algumas coisas…mas temos interesses em comum que são melhorar a gestão deste país. Eu fico triste é que nem todas as pessoas que postam aqui são educadas como voce e sabem argumentar…sempre tem que levar aos velhos chavões do tipo “se voce não concorda comigo voce é troll petralha” como acabei de receber de um outro coleguinha aqui…olha..este pais é muito mais do que PT PSDB ou coisa parecida….Um grande abraço…

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    13/10/2015 em 5:19 pm
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    Grande Rodrigão,
    Comente então sobre a burocracia na contratação de funcionários pela grife Zara, é um absurdo o estado se intrometer na maneira como esta confecções terceirizam a produção. Ora, qual é o problema em se manter um bando de bolivianos subnutridos em um cubiculo 3×4 produzindo peças a 1 real por hora?
    Comente sobre os funcionários improdutivos do MTE que autuaram a grife e ofereceram denuncia ao Ministério Público, e a famosa grife simplesmente descumpriu acordo firmado com o Ministério Público do
    Trabalho para corrigir condições degradantes como trabalho infantil,
    ampla jornada de trabalho e servidão por dívida?
    Comente sobre a proliferação das empresas de call center que vicejam pelo norte e nordeste cujos controladores já foram autuados diversas vezes, principalmente operadoras de telefonia, que além de oferecerem péssimos serviços ainda sujeitam as meninas que atendem ao telefone a situação degradante.
    Veja bem, não sou contra a iniciativa privada mas a teoria do “estado mínimo” não se sustenta, se não houverem controles efetivos e reais. O empreseariado é uma criança mimada que acha que pode tudo só por que possui inteligencia. Tem que levar palmadas de vez em quando, assim como nossos governantes.

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      13/10/2015 em 7:02 pm
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      “Ora, qual é o problema em se manter um bando de bolivianos subnutridos em um cubiculo 3×4 produzindo peças a 1 real por hora?”

      Isso é muito simples de resolver, caro troll petralha, basta DEPORTAR TODOS OS BOLIVIANOS ILEGAIS de volta para o lugar de onde vieram. Garanto a vc que nenhum paulista os obrigou a emigrar para SP ilegalmente e muito menos a trabalhar contra a sua vontade.

      “além de oferecerem péssimos serviços ainda sujeitam as meninas que atendem ao telefone a situação degradante”.

      Em contraste aos serviços públicos de excelência e utilização compulsória, suponho. Aliás, se é tão ruim assim, por que não pedem demissão? No Brasil do PT de hoje, há uma FILA de desempregados loucos para tomar o emprego “degradante” delas.

      “O empreseariado é uma criança mimada q…Tem que levar palmadas de vez em quando…”.
      É graças à essa mentalidade que todos os estados do Norte/Nordeste estão QUEBRADOS e vivem de repasse sobretudo de SP, aquele estado cheio desses “empresários mimados” q vc citou, e tb muito queridos pelos nordestinos em geral, que não param de inundar SP e, no entanto, eu não vejo o movimento contrário.

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        14/10/2015 em 11:47 am
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        Esta vendo como não é possivel ter um bom embate coerente de ideias? O
        sujeito mal sabe formular qualquer questionamento sem começar a ofender e
        a xingar, mal me conhece, nao sabe minhas opções politicas mas rotulou
        brilhantemente “se está discordando do Rodriguinho é um petista
        canalha”. Ah…como diria Lúcifer…o pecado da arrogancia….este nunca
        me decepciona!!!!

        • Avatar
          14/10/2015 em 3:03 pm
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          Copie e cole aqui o trecho do meu post anterior onde eu tenha escrito: “se está discordando do Rodriguinho é um petista
          canalha”. Não me entenda mal – VOCÊ É! Mas eu não escrevi isso. Aliás, não contraditou nenhum dos meus pontos, o q já era esperado de um troll petralha.

          • Avatar
            14/10/2015 em 3:27 pm
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            É grande a verdade, as pessoas se escudam em uma tela para desfiar seus fracassos, angustias e outras mazelas, relaxe meu caro amigo, não vou te contradizer!!!!Para que? O que eu ganho com isso? só estou dando uma relaxada…não sou petista, nao sou psdbista, não sou integralista,eu diria que sou mais um anarquista estou nas minhas merecidas férias. Destilar este ódio todo não faz bem não…exerça seu direito democrático de espernear mas vá com calma.Pelo jeito voce faria uma duplinha interessante com a réporter que derrubou os refugiados na Hungria. Imagine só voce dando uma rasteira da mesma forma que ela deu..e chutou alguns que estavam caidos..Não te provoca uma sensação de alívio? Vamos lá..voce não sente vontade no âmago de seu ser de aplicar um corretivo nestes refugiados que o Brasil está recebendo? E alguns ainda vão receber o bolsa-familia!!!!Isto não é uma vergonha????

          • Avatar
            14/10/2015 em 4:19 pm
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            Vc não vai me contradizer pq não tem argumentos, nem seus argumentos possuem substância. “Anarquista” talvez seja o mais novo eufemismo para ignorante desocupado da internet, desesperado que as coisas de graça que vc recebe do governo estão acabando. Pode espernear à vontade, parasita, que a torneira está secando. E encerro aqui minhas respostas a vc, vou colocá-lo no ignore list. Vc não é bem-vindo aqui, vá rastejar nos blogs sujos da esgotosfera governista. Vá arranjar algo pra fazer, vagabundo!

          • Avatar
            14/10/2015 em 5:25 pm
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            Pacote completo NET HD MAX + 60 MB Virtua + NETfone ..pago com minha força de trabalho

          • Avatar
            18/10/2015 em 12:36 pm
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            MAV detected.

          • Avatar
            19/10/2015 em 11:21 am
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            Não querida, cavalgo sozinho com minha espada, e aceito o contraditório, só não tenho paciencia para falta de educação e grosseria sejam elas vindas de quaisquer opções politicas ou sexuais.

    • Avatar
      14/10/2015 em 3:37 am
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      O que isso tem a ver com a matéria do texto ou com a filosofia liberal? Eu te respondo: absolutamente nada,

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    13/10/2015 em 2:05 pm
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    O pior é a “meia burocracia” tão comum aqui no Brasil. Existe todo um procedimento burocrático que visa controle. Como os legisladores ADORAM inventar regras lá em Brasília a cada dia que passa surge uma nova rotina burocrática a ser implementada em órgãos sucateados e sem servidores. Quase que instantaneamente se cria uma “segunda via” nos gabinetes politicamente loteados para contornar completamente a nova rotina ou simplesmente “passar na frente” quem interessa. E tome pessoa jurídica se beneficiando da lei 12.008/2009 (estatuto do idoso) e outras jabuticabas.

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    13/10/2015 em 11:13 am
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    Quanto ao filme A Vingança dos Nerds (1984), eu até hoje me recordo da cena do estudante japonês participando da gincana para eleição do corpo (grêmio) estudantil das fraternidades – ele ganhou a competição do velocípede tomando cerveja a cada volta (tudo bem que o outro o ajudou com uma pílula que combatia os efeitos do álcool!).
    No segundo filme, o Ogro é abandonado pelos jocks e vira um Nerd no final!

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    13/10/2015 em 10:43 am
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    Rodrigo, como de costume o texto está primoroso, irretocável… o problema não é a VERDADE que escreves todos os dias; na VERDADE, o problema são as décadas de doutrinação sindicalista-comunista que atrofiaram a cabeça dos brasileiros mais esclarecidos.
    Minha esposa é servidora do TJE, e apesar dela ser bombardeada todos os dias por minhas ideias liberais, ela ainda carrega consigo sintomas da doença acima descrita – estatolatritis agudis. Acho até que o vício no Estado Babá é ainda mais forte e severo que outros vícios dificílimos de largar (cigarros como exemplo), pois a atrofia mental é tamanha que é necessário um esforço sobre-humano para se curar… e a melhor cura é sempre experimentar o outro lado da moeda. Vai tentar montar um negócio para ver o quanto é infernal e injusto…
    No seu artigo anterior sobre o absurdo da Legislação Trabalhista, eu reparei que a maior parte dos comentários eram contrários a noção salutar de modernizar a CLT – na verdade a CLT precisaria ser extinta e ponto, nem mais nem menos! Detalhe: as pessoas que leem seus textos (que frequentam a página do Instituto Liberal) deveriam almejar (em tese) um Estado menor e mais eficiente; mas os próprios comentários denotam o contrário… teve gente que citava a corrupção inerente à iniciativa privada, e que era indispensável a mão corretora do Estado nestas horas (eu li e fiquei boquiaberto!).
    Sem ser pretencioso, gostaria de fazer uma sugestão: ataque vigorosamente este comportamento servil nos seus próprios leitores! Na cabeça deles o que realmente importa é trocar seis por meia dúzia, e continuar vivendo numa redoma que está completamente rachada.

    • Avatar
      19/10/2015 em 9:26 pm
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      Ricardo,

      Acredito eu que esses leitores são na verdade petistas querendo desviar o foco das idéias expostas nos artigos para questões comezinhas, inconseqüentes, tangenciais, e evitar que os que realmente querem ter uma discussão salutar (como o diálogo do LG e Rafael Porto acima) tenham espaço ou visibilidade. Tática bolchevista de provocar caos, gramsciana de enfiar pensamento — arrotos mentais — torto, petista de espalhar burrice, ignorância e corrupção.

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    13/10/2015 em 10:40 am
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    Apenas não confundam burocrata com servidor público. Muitos servidores também são reféns da burocracia e gostariam de um Estado mais eficiente. Muitos – a maioria esmagadora até – trabalha de forma técnica a ampliar a eficiência do Estado e diminuir os seus meandros.

    Sei que o Liberalismo é contra o poder do Estado – e eu também sou – mas devemos pensar de modo pragmático aqui: como é impossível um salto quântico, então que o Estado seja cada vez mais dominado por técnicos eficientes, ao invés de burocratas improdutivos, e que isso sirva como meio de transição.

    Sei de servidores públicos que dariam um dedo para também não dependerem do “improdutivo para produzirem” (leia-se aqui: do ente político, movido à votos).

    Pedradas abaixo….

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      13/10/2015 em 3:58 pm
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      Infelizmente LG, por mais que você tenha técnicos bons no serviço público, a própria natureza do serviço obriga essas pessoas a serem altamente ineficientes, como você mesmo falou. Você não pode simplesmente tomar uma decisão. Precisa antes justificá-la, buscar aprovação, comunicar, etc…, geralmente tudo por escrito. Isso engessa o técnico.

      Outra característica nefasta do serviço público é a estabilidade. Tem uma frase que eu gosto muito que não poderia ser mais verdade: “estabilidade no emprego, quem precisa não merece, quem merece não precisa”. A estabilidade, infelizmente, cria uma cultura de falta de responsabilidade com o resultado. Em uma empresa, se você não consegue o resultado, ela simplesmente fecha as portas e você perde o emprego, ou seja, você será diretamente responsabilizado, portanto vai pensar mil vezes para não falhar. No serviço público, se você falhar, não vai acontecer simplesmente nada com você, desde que você tenha feito tudo com ética.

      Por último há uma diferença muito grande entre ineficiente e improdutivo. Um servidor público pode ser altamente eficiente, mas será invariavelmente improdutivo. Isso porque ele não gera riqueza. Vou exemplificar explicando a diferença entre um engenheiro aeronáutico na EMBRAER produzindo avião e um engenheiro aeronáutico na ANAC regulando a aviação. O primeiro produz tecnologia, que é vendável e por isso traz riqueza e aumenta o PIB. O segundo infelizmente só produz papel, e para isso suga recursos do setor produtivo, já que ele não está gerando nada vendável por mais eficiente que ele seja – ou seja, não gera riqueza – e precisa ganhar um salário. O primeiro faz parte do setor produtivo, o segundo faz parte do setor improdutivo. O mesmo é verdade para todo o espectro do serviço público. Todos só produzem papel, não geram riqueza, portanto são improdutivos, mesmo que sejam eficientes.

      Precisamos sim de servidores públicos eficientes, mas que tenham consciência (como os servidores públicos americanos têm) que eles são um fardo – mesmo que necessário – para o país e exatamente por isso devem ter muito cuidado com o taxpayers’ money e tentarem ser econômicos ao máximo. Infelizmente essa visão correta do serviço público ainda não é muito difundida aqui, e a maioria dos nossos servidores públicos têm uma autoimagem exatamente oposta, não se veem como o fardo que são, mas sim como a solução para os problemas do Brasil. Nada poderia estar mais longe da verdade.

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        14/10/2015 em 8:39 am
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        Concordo com tuas colocações, Rafael. Nossos pensamento de modo algum são antagônicos, mas se complementam.

        Agradeço a complementação brilhante que fizeste.

        Abraços!

        • Avatar
          14/10/2015 em 3:27 pm
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          Obrigado!

          Abraços.

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    13/10/2015 em 1:51 am
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    Concordo com quase tudo dito por você e pelo Pondé, só não concordo com a última frase dele: “Imagino um desses improdutivos, com os olhinhos brilhando, acordando de manhã e se perguntando: como posso tornar a vida dos produtivos mais miserável hoje?”. Eu duvido muito que os burocratas sequer percebem que estão fazendo mal para o país. Na verdade, eu acho que eles acordam de manhã e se perguntam, na maior ignorância: “que regra nova eu devo colocar em voga para impedir o mercado malvado de explorar os cidadãos? Ah, se não fosse eu para protegê-los!”, completamente alienado do fato de que é a própria existência dele que explora o cidadão, já que recebe salário sem produzir nada.

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    12/10/2015 em 4:20 pm
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    Nenhuma novidade no tema, há muito testemunhamos o clássico exemplo de “trabalhadores” (inclusive tenho caso na família) perseguindo com unhas e dentes uma boquinha no sindicato…. alguns viram presidentes disso ou daquilo… outros se aposentam na arte de “não fazer nada”….

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