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A importância da leitura para o autoconhecimento

Ler é, em última instância, um ato revolucionário sentimental.

Ler Marx me permitiu saber como ele defende que nós indivíduos sejamos castrados na nossa liberdade de pensar e agir. Ler Marx me instigou a pensar e refletir não sobre o pensamento de Marx que ali estava expresso, mas sobre a minha forma de ver e reagir ao mundo, inclusive à visão marxista.

Eu li Marx. Eu pensei sobre o que Marx escreveu. Marx me fez ver quem eu sou. Marx me deu a certeza de que eu sou um capitalista, assim como ter lido a Bíblia, inúmeras vezes, me fez ver que eu não passo de um ateu.

Li a Bíblia pela primeira vez quando tinha uns 7 ou 8 anos, começava no ensino primário. Li Marx pela primeira vez quando tinha uns 13 ou 14 anos, começava no ginásio. Li Thoreau, Walt Whitman, Brecht, Kafka, Camus, Kipling, Huxsley, Machado de Assis, não sei mais quantos poetas, novelistas, ficcionistas eu li.

Li Adam Smith, Milton Friedman, Friedrich Hayek, Keynes, muitas vezes, quando tinha uns 19 ou 20 anos, estava na faculdade. Li Frédéric Bastiat, Henry Haslitt, Ludwig von Mises, Murray Rothbard, Ayn Rand quando tinha uns 29 ou 30 anos, começava o movimento liberal no Brasil.

Li também ao longo da vida outros pensadores, como Marcuse, Gramsci, Freud, Foucault, Mao, Hitler, Hoppe, Mill, Nozick, Auberon Herbert, entre muitos mais.

Li Platão, li Aristóteles, li Tomás de Aquino.

Li, pensei e senti.

Não há leitura bem feita que não mexa com nossas emoções.

Toda leitura precisa evocar valores e estes se somam ou se antagonizam com aqueles que fazem o nosso eu.

Leia se quiser conhecer e sentir o mundo que vai muito além do que você vê. Leia se quiser se conhecer.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.