A bomba fiscal que avança em silêncio

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Enquanto grande parte da direita está focada na luta contra os abusos do STF e no restabelecimento dos direitos individuais no Brasil (o que é justo, claro…), o governo federal avança quase sem resistência em um projeto acelerado de destruição das contas públicas. E isso vai custar caro.

A relação dívida/PIB do Brasil, que era de 51% em 2010, chegou a 78,7% em 2025 e segue em aceleração, mesmo sem pandemia ou qualquer choque extraordinário que justifique isso. O déficit nominal de 2025 foi de R$ 1 trilhão.

Bolsonaro recebeu o país com 75,3% e entregou com 71,7%, reduzindo a relação mesmo tendo enfrentado a maior crise sanitária da história recente, que exigiu expansão temporária de gastos.

E atenção: isso é pelos padrões “brazucas”. Pela metodologia do FMI, a dívida brasileira hoje seria de 93,4% do PIB.

O que está por trás dessa explosão?

• PEC da Transição: aumento permanente do gasto em cerca de R$ 170 bilhões por ano
• Reajuste real do salário mínimo, que pressiona diretamente a Previdência
• Retomada dos pisos de saúde e educação, atrelando gasto à receita
• Reajustes para servidores públicos
• Expansão do Minha Casa Minha Vida
• Liberação de FGTS retido e novos saques
• Consignado com garantia do FGTS, com mais R$ 50 bilhões na economia
• Ampliação da isenção do IR, aumentando o gasto e pressionando a inflação

Quanto mais o governo gasta, maior a sensação artificial de bem-estar no presente e maior a conta empurrada para o futuro. Isso significa expansão monetária, inflação e juros mais altos, exigidos pelo mercado para financiar uma dívida cada vez maior.

Na comparação internacional, o Brasil já está acima da média da América Latina e de outros países emergentes.

A verdade nua e crua é que o governo Lula está comprando bem-estar social presente com dívida futura para tentar ganhar a eleição, e a projeção é de quase R$ 100 bilhões a mais em gastos neste ano eleitoral.

Defender a liberdade é essencial, mas, na urna, se o eleitor médio não for esclarecido de que uma melhora momentânea que ele possa vir a sentir é fruto de fraude fiscal, a direita sofrerá outra derrota eleitoral — e ficará sem liberdade, sem o governo e com a economia destruída pela esquerda.

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Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Cientista político, advogado, mestre e doutorando em Direito, conselheiro superior do Instituto Liberal e sócio do escritório SMBM Advogados (smbmlaw.com.br).

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