Uma solução racional para os males produzidos pelas decisões legislativas

Se querem legislar sobre tudo e todos, seria prudente e aconselhável que as leis, todas elas, fossem medidas provisórias que funcionariam temporariamente para que os analfabetos funcionais do congresso pudessem perceber os resultados práticos de suas tonterias autoritárias.

Vai lá, baixa uma lei, vê o que acontece por um ou dois anos, analisa os resultados, a lei perde automaticamente a validade para então ser questionada, debatida, votada e ser decidido novamente se será ou não adotada.

Já que os desmemoriados ou incultos legisladores não lembram ou não conhecem as sofridas experiências vividas por nossos antepassados em decorrência de nefastas decisões legislativas, um laboratório de leis no qual viveríamos o papel de cobaias, facilitaria aos membros dos parlamentos relacionarem causas (a intervenção que patrocinam) com as consequências (os males que produzem).

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Cobaias já somos mesmo, então, leis que se auto-destroem em alguns meses seriam um alento, uma esperança, uma redenção para quem não tem como escapar desse imenso laboratório de engenharia social chamado Brasil.

Alguns diriam que isso criaria insegurança jurídica. Pois eu digo que é preferível a insegurança se o mal será temporário ou não, à certeza de que seguramente o mal será duradouro.

O embate ideológico entre forças no congresso ou nas assembléias estaduais e municipais não pode prescindir do maior juiz que há: a realidade objetiva.

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É a realidade que deve ter sempre a última palavra para nos dizer se as ideias que brotam nas nossas mentes são verdadeiras ou falsas, certas ou erradas.

Em vez de deixar o julgamento nas mãos fortes do governo com as mentes fracas que dominam os parlamentos, transfere-se a responsabilidade para a realidade e dá-se um tempo para ela decidir se aceita ou rejeita as genialidades ou imbecilidades sem fim que inventam em Brasília ou onde há um parlamento.

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