Reforma no Brasil é sinônimo de expansão

É o tal “já que” vamos fazer isso, então vamos aproveitar para fazer o que deve e o que não deve ser feito.

Isso vale para tudo. Reforma na casa dos fundos, tratamento dentário, cirurgia plástica para puxar aqui ou ali, revisão do carro que já não está mais na garantia e, não poderíamos esquecer, reforma tributária.

A diferença entre a reforma tributária e todas as outras é que daquelas somos os beneficiários diretos, sobre elas decidimos sem oposição e o melhor, pagamos voluntariamente. Já a reforma tributária não nos beneficia nunca, não decidimos absolutamente nada sobre planos e objetivos e o pior, pagaremos por tudo, cada vez mais, e coercitivamente.

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Uma reforma de verdade deveria suprimir a coerção estatal na arrecadação do seu custeio.

O governo deveria ser sustentado somente por taxas cobradas na medida que os serviços fossem demandados. O cidadão contratou o governo para alguma tarefa, então ele terá que pagar.

Isso é o óbvio do óbvio.

Qualquer externalidade indesejada, como por exemplo os free riders, é melhor do que o governo ameaçar e praticar extorsão e roubo contra aqueles que ele deveria proteger.

Não se iluda, reforma tributária é o governo expandindo-se sobre você.

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