Quem não se constrange em atirar no próprio povo, não se intimida com palavras

Se Maduro atacasse a Colômbia ou o Brasil certamente haveria uma intervenção militar para tirá-lo do poder.

Como Maduro ataca os próprios venezuelanos, o mundo faz de conta que o povo escolheu o tirano.

É óbvio que Maduro não tem legitimidade, que está apenas se aproveitando do fato de a população estar desarmada, de a oposição não ter força efetiva para tirá-lo do poder e da inércia da comunidade internacional que repete o que vem fazendo há décadas com as tiranias cubana, norte-coreana, entre outras.

Nenhum ditador inescrupuloso na situação confortável em que Maduro se encontra entrega o poder espontaneamente.

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Muitos venezuelanos morrerão de fome ou executados pelas milícias subordinadas ao tirano antes de ele ser apeado do poder. Não será com a força dos microfones que a oposição abalará a estrutura de poder que tomou conta de Caracas desde a ascensão de Hugo Chávez.

Quem não se constrange de atirar no próprio povo, não se intimida com palavras. Esses tipos só entendem a mensagem enviada por uma rajada de balas.

Chávez nunca prometeu ao povo venezuelano fome, miséria, violência e caos. Ele prometeu socialismo. Ocorre que socialismo é sinônimo de fome, miséria, violência e caos e não adianta os políticos dizerem o contrário, porque acima de suas promessas, existe algo mais forte do que elas: a realidade objetiva. Infelizmente, a mente humana é tão suscetível à mentira que há os que prometem falsidades e há os que acreditam. Não importa o grau de desenvolvimento das sociedades, quando surge um sujeito suficientemente carismático e canalha para prometer o que as pessoas querem escutar, elas responderão com sua crença no improvável. Acreditar no socialismo é de uma ingenuidade só comparável à das criancinhas que acreditam em Papai Noel e coelhinho da Páscoa.

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Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.