Por que eu defendo o direito de propriedade intelectual?

Steve Jobs teve uma ideia inigualável que já foi reproduzida pela Apple mais de UM BILHÃO de vezes, o iPhone.

Depois dizem que direito de propriedade só pode ser considerado sobre bens materiais porque estes são escassos.

Interessante que a concepção intelectual do iPhone é única e a produção material do que foi concebido por Steve Jobs é inesgotável e abundante.

Sem a ideia saída da mente do Steve Jobs, este aparelho que está aí na sua mão com uma maçã mordida impressa no verso, não existiria.

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Isso de escassez é bobagem, talvez discutir o grau de rivalidade seja um pouco mais inteligente, mas quem se apega a isso também não faz uma análise mais fundamentada sobre as origens do direito de propriedade intelectual.

Exatamente por ter grau de rivalidade quase nulo é que se exige a aplicação do conceito de direito de propriedade intelectual para proteger o vínculo entre a fonte daquilo que antes inexistia e que por seu trabalho intelectual passou a existir, caracterizando assim uma inovação. Ou seja, direito de propriedade intelectual é uma certidão de nascimento que atesta a relação entre criador e criatura.

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Jovens se revoltam quando eu defendo o direito de propriedade intelectual como o instrumento necessário para garantir ao criador de uma ideia que ele terá acesso exclusivo àquilo que ele próprio criou. Revoltam-se talvez porque gostem de usufruir do valor que os outros criaram, sem precisarem pagar por isso.

Uma ideia inovadora tem a capacidade de criar um valor do nada, fazendo com que algo surja do ponto de escassez extrema (a inexistência) para se transformar em algo cuja abundância se torna perene, como no caso do iPhone.

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Se isso não concede direitos de propriedade a alguém, então somos muito estúpidos para admitir que o ser humano é um animal conceitual.

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Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.