Professora de Yoga politiza a menstruação e dá aula suja de sangue

A estupidez politicamente correta continua fazendo a sanidade sangrar. A manifestação política da vez foi dar aula de Yoga mostrando sangue de menstruação. Stephanie Góngora, segundo o site Catraca Livre “utilizou sua profissão para se manifestar contra esse tabu”, pois “A menstruação nem sempre é enxergada normalmente (como deveria).” Nisso concordamos, ela realmente nem sempre […]

A estupidez politicamente correta continua fazendo a sanidade sangrar. A manifestação política da vez foi dar aula de Yoga mostrando sangue de menstruação. Stephanie Góngora, segundo o site Catraca Livre utilizou sua profissão para se manifestar contra esse tabu”, pois “A menstruação nem sempre é enxergada normalmente (como deveria).” Nisso concordamos, ela realmente nem sempre é enxergada como deveria, a começar pelo exemplo da própria professora. Quer dizer, em vez de a professora tratar a menstruação como algo natural, mas que exige a higiene necessária, agora o fluxo menstrual está servindo como ferramenta política. E isso é enxergá-la como deveria? Usar a menstruação – comum a todas as mulheres – para chamar a atenção para si é enxergá-la como deveria? No fundo o que ela deseja é fazer marketing para ter mais alunos.

Stephanie Góngora, que se autopromove usando sua menstruação em vez do seu trabalho, escreveu: “Eu sou uma mulher, portanto, eu sangro. É sujo, doloroso, terrível e é lindo […] E mesmo assim, você não saberia. Porque eu escondo”. Sim, as mulheres sangram e todo mundo sabe disso.  Sim, é sujo, estamos de acordo. Qual a novidade? Parece que a novidade é aliar o politicamente correto e a menstruação como publicidade para aulas de Yoga. Ademais, as mulheres geralmente escondem porque nada ganhariam se saíssem por aí dizendo: “Vejam! Estou menstruada!”, a não ser que estivessem dispostas a fazer qualquer coisa para chamar atenção para o seu próprio negócio.

Ainda de acordo com o Catraca Livre, a professora de Yoga aconselha: “Comece a falar sobre o assunto. Eduque suas filhas. Faça elas entenderem que a menstruação pode ser inconveniente e um presente ao mesmo tempo, mas nunca algo para se envergonhar. Eduque seus filhos para que eles não se enojem ao ouvirem a palavra ‘absorvente’.”

Poderíamos reformular a fala da professora, que ficaria mais ou menos assim: “Comece a falar sobre o assunto. Eduque suas filhas para que elas sejam higiênicas. Faça elas entenderam que a menstruação pode ser inconveniente, mas nunca uma ferramenta de autopromoção. Eduque seus filhos para que eles se enojem ao ouvir o termo ‘politicamente correto’.”

Theodore Dalrymple, no livro Nossa Cultura… ou o que restou dela, aponta que o objetivo contemporâneo de muitos artistas é chocar. O que Stephanie Góngora fez não foi diferente. Mais do que revolucionar o entendimento das pessoas acerca da menstruação, Stephanie Góngora, usando uma roupa branca para que o sangue ganhasse destaque, quis chocar. Vou preservar o estômago do leitor e não escrever sobre os exemplos que pensei, mas imagine o que aconteceria se resolvêssemos “quebrar tabus” politizando nossas todas as necessidades biológicas… Paro por aqui.

Tudo indica que o politicamente correto, além de ser um rei absolutista nessa era do ressentimento, também tem sido adotado como agência de publicidade. Além disso, devemos lembrar a professora que, dentre os cinco princípios do Yoga, nenhum deles incita à autopromoção e muito menos à militância política. Por falar nisso, vale destacar que uma das coisas mais importantes para o Yoga é ter “pensamento positivo”, o que parece impossível quando nos deparamos com coisas tão grotescas como essas.

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