“Privilégio branco”: universidade americana instiga sentimento de culpa na elite

A Universidade de Iowa está ensinando a alunos brancos – ou aqueles que se identificam como brancos – sobre como sua cor da pele lhes concede “privilégios”. O “privilégio branco”, de acordo com os grupos de “justiça social” da esquerda, seria a ideia de que só por conta da cor de pele mais clara você tem acesso a […]

A Universidade de Iowa está ensinando a alunos brancos – ou aqueles que se identificam como brancos – sobre como sua cor da pele lhes concede “privilégios”.

O “privilégio branco”, de acordo com os grupos de “justiça social” da esquerda, seria a ideia de que só por conta da cor de pele mais clara você tem acesso a uma vida mais fácil do que outros com pele mais escura.

Ben Shapiro, numa palestra em 2015 na Universidade de Missouri, já refutou essa ideia absurda, como podemos ver abaixo, mas ela continua viva na cabeça dos paladinos da “justiça social”:

De acordo com o The College Fix, o curso em Iowa teria duração de três dias e se chama “Explorando a Identidade Branca para Efetiva Aliança”. Liderado pela chefe do Departamento de Diversidade (?), Georgina Dodge, o curso consiste em painéis de “discussão” (como se críticos fossem convidados) e “exercícios interativos” (talvez brancos se mutilando em público para expiar o pecado mortal de ter a pele clara).

“Brancos identificaram pessoas para discutir a branquidade e seus privilégios com outras pessoas brancas. Este pode ser o primeiro passo para eliminar o ‘tokenismo’ e aumentar a responsabilidade entre os aliados para eliminar o racismo”, diz um panfleto do curso.

Outro documento, obtido pelo The College Fix, dizia: “Identidade branca muitas vezes é deixada de fora da conversa sobre ‘diversidade’, mas é uma parte crucial das pessoas e alianças. Criar um espaço onde pessoas identificadas como brancas possam discutir isso, ensinar e aprender uns com os outros pode ajudar a enfrentar diferentes desafios na eliminação do racismo”.

Na prática, o que vemos é um grupo coletivista tentando incutir culpa na elite branca, prato cheio para os oportunistas de plantão na era da “marcha das minorias oprimidas” e da “revolução das vítimas”. O simples fato de o sujeito ter a pele clara e estar numa universidade cara já o torna “opressor”, e ele precisa compreender que desfruta de um incrível “privilégio de cor”.

Dali em diante ele será uma marionete nas mãos dos líderes de grupos organizados em nome de minorias, e estará disposto a fazer o diabo para ser aceito como alguém “livre de preconceitos”. Não é por acaso que vemos nessas “manifestações” em nome das “minorias” uma… maioria de jovens brancos de elite!

A esquerda vem reescrevendo a História, invertendo os fatos, para pintar o Ocidente como uma sucessão de atos terríveis de opressores machistas. O denominador comum desses movimentos coletivistas que falam em nome das “minorias” e são incoerentes entre si (basta pensar em feministas ou gays falando de “islamofobia” contra qualquer crítica ao Islã) é esse: o ódio ao “homem branco cristão ou judeu ocidental”.

A esquerda quer que o Ocidente em geral e a América em particular peçam desculpas por seu passado, mesmo que seja justamente na América onde as “minorias” desfrutam de maior liberdade, segurança e prosperidade. Não é irônico?

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