Por que o autointeresse é uma necessidade existencial do ser humano?

Não custa repetir: individualismo puro não é sinal de arrogância. Arrogância é querer obrigar os outros a fazerem o que não fariam se fossem livres para decidir.

Egoísmo ou autointeresse é uma necessidade existencial do ser humano. Quem não vai atrás do que lhe interessa não sobrevive ou então, se torna um peso para os demais tendo depois que se colocar de vítima, exigindo que os outros se sacrifiquem por ele. Quando não é assim, aderem à violência feita com as próprias mãos ou através do governo.

Não confunda egoísmo ou autointeresse com viver numa redoma, isolado, ou querer sacrificar os outros para obter o que deseja de qualquer jeito, mesmo sendo imoral. Isso é altruismo.

Num ambiente onde as pessoas cooperam livremente todos ganham, porque para obter algo de valor de alguém é preciso antes criar valor para quem está dando algo em troca. É o sistema ganha/ganha de cooperação. Quando alguém precisa dar algo à força para outro, ainda mais sendo obrigado pelo governo, contra quem não temos como nos defender, estamos submetidos ao sistema ganha/perde. Quem é mais forte ganha, quem é mais fraco perde. Isso não é cooperação, isso é exploração.

Esse tipo de transferência de valor que descrevo é exatamente o que o governo protagoniza. Ele é o mestre, aqueles que criam valor e vêem esse valor sendo subtraído à força, são escravos explorados. Não compreender essa lógica é o que nos torna uma sociedade cleptocrática. Aqueles que não se rebelam contra essa maneira insidiosa de ganhar a vida, ou pelo menos não denunciam imaginando que talvez, um dia, irão também conseguir uma vantagem imoral do governo, pecam pela sua omissão e contribuem para que o ciclo vicioso da política praticada sobre uma base ética nefasta se perpetue levando a sociedade ao colapso como civilização.

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Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.