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Por que eu defendo a liberalização na compra das vacinas?

Não tem um líder empresarial, deputado ou senador com a coragem necessária para defender a liberalização na compra das vacinas e na sua distribuição através do mercado regulado por leis verdadeiras como a da oferta e da procura ou as que garantem aos indivíduos o direito de usufruírem daquilo que criaram e produziram?

Sempre o discurso moral do autointeresse racional, que dita que a própria vida é o maior valor que há, e a própria felicidade o seu máximo propósito, só é feito seguido de uma confissão de culpa embebida em altruísmo, a ética do sacrifício.

Tudo que o homem precisa para viver, ele tem que produzir. A escassez dá lugar à abundância somente com a intervenção humana destinada à criação de valor. Se eu crio valor, eu quero usá-lo para o meu sustento, para o sustento daqueles cujas vidas importam para mim tanto quanto a minha, para o sustento da vida daqueles que eu conheço e julgo merecedores daquilo que eu produzi.

Ora, governos não produzem nada. Quando o governo tira o meu dinheiro à força, fruto do trabalho que me sustenta, e me impede de usá-lo para a minha sobrevivência, seja lá com o que for que é escasso, ele está agindo imoralmente. Ele está dizendo que alguém que eu não conheço, que não tem valor para mim como aqueles que eu amo, tem precedência no usufruto daquilo que tomou tempo de vida para criar e produzir.

Vacina, comida, bebida, vestimenta, moradia, entre outras coisas, são bens de primeira necessidade que também são escassos. Os critérios utilizados pelos governos para dizerem quem vive e quem morre, quem se imuniza e quem não, não são racionais, são puramente arbitrários.

Governos geram escassez e distribuem o que é escasso para fazerem o bem aos poucos, como recomendava Maquiavel àqueles que queriam alcançar e manter o poder sobre todos.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.