Os fisiológicos: coisas que você precisa entender no Brasil

Desde a “fundação” da República existe o tal do centrão. O Capitão Nascimento chamava de “sistema”, aquele “que é f*, parceiro”. A Marina chama de Velha Política. O Lulista, apesar de fazer parte dele, chama de golpistas.

Além desse grupo, que vamos chamar de fisiológicos, a gente tem uma novidade (que se mostra sempre contra a fisiologia, mas só na propaganda) que geralmente é uma pitada do que está acontecendo no mundo ou nos arredores (América Latina para ser exato). Na época dos estados-nação totalitários, tivemos Vargas e o Estado Novo. Golpe de estado militar anti-esquerda de carona com vários países da vizinhança. Constituição de 88 e uma tentativa de bem estar social com a social democracia reproduzindo a Europa.

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Essa novidade: se quiser governar, o eleito precisa dos fisiológicos. E o fisiológico não pode deixar que a novidade destrua o esquema. O parasita não pode matar seu hospedeiro. Não somos o Chile, graças à fisiologia. Também não somos a Venezuela graças a eles.

“Ok, Heitor. E daí?”

Daí que esse centrão também é eleito. Ele sempre está dentro, porque a gente permite a cada ciclo eleitoral há mais de um século! Só informação pode mudar isso. Informe-se o máximo que puder sempre.

Segundo ponto é que a falta de informação faz o brasileiro acreditar que a resposta ou o problema está no Executivo. Longe disso. As coisas acontecem no Legislativo, no nosso caso, no Legislativo da União: entenda-se deputado federal e senador.

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Então se eu puder te dar um conselho e se você ainda tem uma gota de esperança, foque seu voto no deputado. Persiga com muito mais afinco a identificação com ele do que com o chefe do executivo.

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