O regime está sangrando

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No momento em que escrevo este artigo, ventos de mudança sopram já com pouca reserva no Brasil. Não, não é que as coisas tenham mudado radicalmente ou que o regime juristocrático imposto pelo STF tenha ruído, mas mudaram, certamente, os ânimos daqueles que até ontem eram acólitos da corte em tudo o que levasse o semblante de “combate ao bolsonarismo”.

Ficou impossível até mesmo para veículos entusiastas da censura — a exemplo d’O Globo, que, durante o julgamento da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil, defendeu uma restrição ainda maior da expressão nas redes do que o próprio Moraes (vejam o nível) estava pedindo — se prostrar aos pés dos deuses togados, como fizeram anos a fio, quando a podridão do caso Master exala para dentro da suprema corte.

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Não vou repetir o que já escrevi em artigos anteriores, mas basta citar que, desde a última vez em que me debrucei sobre o tema neste espaço (quando Toffoli ainda era o relator do caso), revelaram-se troca de mensagens entre Vorcaro e Toffoli, troca de mensagens de Vorcaro citando Toffoli, ao menos uma dezena de encontros pessoais entre Vorcaro e Toffoli, ordens de pagamentos e transferências de dezenas de milhões de reais para a empresa que, agora sabemos, pela confissão forçada do próprio ministro, também é de Toffoli. Já do lado de Moraes, que segundo aliados estaria com “sangue nos olhos”, destaca-se sua investida contra servidores da Receita, supostamente responsáveis pelo vazamento dos dados de sua esposa, de onde teria vindo a público o contrato de R$ 129 milhões do escritório dela com o Banco Master, no âmbito, mais uma vez, do Inquérito das Fake News.

Neste cenário, não há sobrevida para a narrativa de salvamento da democracia, quando os dois principais artífices do regime atual estão claramente fazendo o possível para salvar a própria pele. Contudo, convém não cantar vitória antes da hora, pois isto é Brasil e tudo aqui é possível; não temos, afinal, um ex-presidiário condenado em três instâncias na presidência da República? O fato é que o regime está sangrando. Nosso trabalho é fazer com que, desta vez, diferentemente do que aconteceu nos Twitter Files ou na Vaza Toga, a ferida não sare. Urge mantê-la aberta, permitindo que o sangue vaze livremente até que esta bela hemorragia leve a óbito o nefando regime juristocrático, o qual não deve ser enterrado, mas incinerado, para que dele nada que possa germinar sobreviva.

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Gabriel Wilhelms

Gabriel Wilhelms

Graduado em Música e Economia, atua como articulista político nas horas vagas. Atuou como colunista do Jornal em Foco de 2017 a meados de 2019. Colunista do Instituto Liberal desde agosto de 2019.

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