O pacto da miséria: de Teerã ao Planalto
A prosperidade é o maior pesadelo de um tirano. O falecido Khamenei, o arquiteto do atraso persa, confessou sem pudor o que todo autocrata sussurra nas sombras: temia que a mesa farta fizesse o povo abandonar o dogma.
No Brasil do lulopetismo ideológico, a mística é a mesma, trocando apenas o turbante pelo assistencialismo de cabresto. O projeto nunca foi erradicar a pobreza; é cultivá-la como gado eleitoral.
O paralelo é uma simetria de horror. No Irã, o delírio de poder e o isolamento torraram o futuro de gerações, com o preço do pão multiplicando por nove enquanto o regime financiava o terror regional.
Por aqui, a negligência fiscal é elevada ao status de virtude. Gastar o suor do contribuinte para sustentar a “desleite” e manter o povo na fila da esmola estatal não é erro de cálculo, é estratégia genuína. É a engenharia da servidão, garantindo que o cidadão nunca tenha força para andar sem as muletas do Estado.
A expropriação é o DNA que une o sectarismo religioso ao conluio entre o lulopetismo e o ativismo judicial. Ambos odeiam quem produz, quem inova e quem prospera fora da bolha. Para essa casta, a economia é um banquete privado onde o povo entra apenas para lavar os pratos.
No Irã, o dissidente encara o pelotão de fuzilamento e as mulheres são tratadas como subalternas. No Brasil, o punho de ferro é mais cínico, travestido, ironicamente, de defesa das instituições. Quem ousa denunciar o acordo entre o Planalto e a toga é silenciado pela censura, perseguido por canetadas e asfixiado por punições exemplares.
Lá, a morte do velho e doentio líder pela ação conjunta de Trump e Netanyahu abre uma fresta de luz, a chance de que o mérito vença o fanatismo. E aqui? Continuaremos entorpecidos pelo ilusionismo da “filosofia do fracasso”?
A pergunta que fica, ardendo na garganta, é: até quando o brasileiro aceitará ser alimentado com as migalhas de um banquete que ele próprio financia? O Irã é o nosso espelho retrovisor. Se não rejeitarmos essa simbiose entre o partido e o tribunal, o futuro será apenas um deserto de oportunidades, governado por deuses de papel que enriquecem sobre as cinzas da nossa liberdade.
A única salvação real vem do crescimento econômico agressivo, aquele que transborda para quem trabalha e inova por meio de políticas e incentivos corretos, e não do enriquecimento ilícito de sectários religiosos ou ideológicos.
A verdadeira liberdade nasce quando a prosperidade de um povo esvazia o poder de chantagem do Estado, implodindo o mercado de miséria que sustenta os tiranos de papel e seus tribunais de estimação.



