O COAF é uma peça do estado policialesco

O COAF é um dos inúmeros subprodutos da mentalidade coletivista estatista que assola o mundo. Ele existe, porque o governo acha que liberdade e privacidade se subordinam à vigilância e segurança. Claro, vigilância e segurança dele, o governo.

O governo quer saber o que fazemos com o que é nosso, pois como ele mesmo tem muito poder para intervir nas nossas relações, se dá ao luxo de seguir o dinheiro para ver quem não está dentro dos conformes estabelecidos por ele mesmo.

Sob o pretexto de combater o terrorismo, a corrupção dos agentes do próprio governo e o enriquecimento ilícito, ele quer também, principalmente, xeretar na vida das pessoas e combater o tráfico de drogas, a sonegação fiscal e mesmo o enriquecimento privado do qual o governo sempre ambiciona um naco.

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Terrorismo e corrupção são as únicas atividades violentas nesse rol, as demais são indivíduos ou grupo de indivíduos interagindo para produzir, comerciar ou consumir o que contratam livremente.

Só a existência do COAF, de leis que obrigam os bancos e outras instituições a informarem o que deveriam manter sob sigilo, mostra que vivemos num estado de sítio, onde os direitos individuais, entre os quais à liberdade e à propriedade, são violados sistematicamente.

Interessante é saber que a sociedade não apenas não crítica a existência dessa aberração cívica, como a aplaude.

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De novo, não se resolve problemas como corrupção ou enriquecimento ilícito atuando sobre as consequências, devemos tratar das causas, entre elas, a necessidade da redução drástica dos poderes do estado para proteger nossos direitos.

O COAF é mais um enxugador de gelo que ajuda a produzir água congelada.

O dia em que uma investigação criminal batesse à porta de um banco, caberia aos investigadores obterem autorização judicial para vasculharem o que estivesse relacionado com o crime investigado. Isso é estado de direito. Qualquer coisa fora disso, é estado policialesco.

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Discussão profunda não é se o COAF vai ficar com o ministério A ou B. Devemos discutir se o COAF deveria existir, se tem valor, para quem e para o quê.

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