Não se culpe por querer satisfazer o próprio interesse

Manipula-se como se quiser aquele em cuja mente incutirmos um princípio moral que pode levá-lo a experimentar culpa.

Quando for um pecado saciar a própria vontade, mesmo que isso não implique em agir em detrimento de ninguém, a própria vida fará com que aquele ser se sinta culpado de viver.

Quando nossa culpa vem daquilo que fazemos para nos manter vivos e felizes, independentemente do que fazemos para os outros, estamos perante uma ideologia dogmática desumana.

O ser humano é um animal racional que dependente da própria mente e do próprio corpo para enfrentar os desafios da própria existência.

Leia também:  Uber, patinetes e a regulamentação estatal

Quando agir em nome do auto interesse é algo moralmente condenado, não resta outra coisa que não seja a própria morte, sem falar é claro na desobediência bela e moral.

Mas porque deveríamos morrer para nos eximirmos da culpa pela vontade de viver? É contraditório. Como não há contradições, precisamos entender essa que apareceu.

O objetivo da nossa vida é nos mantermos vivos, não faz sentido sermos contemplados com a vida para morrermos em seguida.

Morte é o estado de não-existência. Não faz sentido para não existirmos existir. Se nosso objetivo como indivíduos é a inexistência, então deveríamos ter assim permanecido, inexistentes, desde sempre.

Leia também:  O Brasil no Caminho da Servidão

O significado da vida cada um escolhe, o propósito da vida, é viver a melhor vida que for possível.

Não se culpe por querer satisfazer o próprio interesse, você não pode ser culpado por querer existir e poder ser feliz.

Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal no Patreon!
Leia também:  “Polícia ideológica” e perseguição política: ambiente sombrio em universidade cearense