Era uma vez um país

Era uma vez um país onde todos reclamavam da corrupção e da impunidade.

Então, apareceu um juiz e um pequeno grupo de procuradores investigando um gigantesco esquema de corrupção que envolvia políticos, altos funcionários públicos e grandes empresários corruptos. Todo mundo apoiou.

Porém, ao se descobrir que Lula estava entre os mais de cem bandidos investigados, a esquerda jogou no lixo todo o seu discurso contra a corrupção e passou lutar em favor dela – além de atacar ferozmente a Lava Jato, foi contra todos os projetos que acabariam com o foro privilegiado. 

A “direita” (reaças, conservadores, liberais e todos os cidadãos que não professam o petismo), por sua vez, vem apoiando a Lava Jato desde o início. 

Dois fatos ilustram bem o atual cenário:
Eleitores do Aécio Neves em 2014 não foram em defesa dele quando ele foi denunciado. Muito pelo contrário. Ele foi xingado e expulso de um ato pró-impeachment na Av. Paulista e o nome dele desapareceu das pesquisas de intenção de voto para presidente da república, o que mostra que do lado de cá, não existe corrupto de estimação.

Do lado de cá, as pessoas se permitem se decepcionar; e a decepção faz parte da vida, abre espaço para outras pessoas, outros caminhos. 

Do outro lado, petistas de todas as matizes estão até hoje chorando escandalosamente as condenações e a prisão de Lula, tratando-o como um deus, o que expõe o socialismo como uma seita de fanáticos. 

No último dia 30, aconteceram manifestações nas maiores cidades brasileiras em favor do combate à corrupção. Onde a esquerda está? Em seus covis, preparando os atos “Lula Livre” da próxima semana.

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