Como analisar se um ser humano é ou não perfeito?

Existem duas maneiras, uma subjetiva e outra objetiva.

A maneira subjetiva tem a ver com as expectativas que atribuímos ao comportamento humano dos indivíduos que analisamos.

Nesse caso, a perfeição está relacionada com o valor que esperamos obter de um ser humano e o que efetivamento conseguimos receber. Essa qualificação se torna subjetiva, porque ela precisa responder a duas perguntas necessárias quando se trata de valor: valor para quem e valor para o quê.

Quando o indivíduo não atende nossas expectativas acabamos avaliando-o como um ser imperfeito. Se nossas expectativas são plenamente atingidas ou até mesmo superadas, nos permitimos considerar que aquele indivíduo é perfeito ou até, exagerando, mais que perfeito.

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A maneira objetiva aplicada ao conceito perfeição, no meu ponto de vista, deveria considerar que todo ser humano é perfeito quando não compromete ou contraria a sua natureza.

Seres humanos infalíveis inexistem, porque não somos oniscientes, onipotentes ou onipresentes, como imaginamos serem os deuses.

Quando um indivíduo não é onisciente, não é onipotente e não é onipresente ele é apenas um ser humano perfeito.

Não podemos confundir seres humanos idealizados com seres humanos perfeitos. Seres humanos idealizados existem na nossa mente, dificilmente os encontraremos na realidade e se os encontrarmos eles não serão mais perfeitos do os mais falíveis dos seres humanos, porque a falibilidade também faz parte da nossa natureza.

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Logo, quando alguém diz que o ser humano não é perfeito, é como dizer que a natureza não é perfeita. Ora, se alguém deseja usar o conceito perfeição relacionado com a humanidade ou a natureza deve levar isso que eu expus em consideração.

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