A questão é lutarmos contra o uso indevido da coerção

Quando Ayn Rand diz que a questão não é quem vai nos permitir mas sim quem vai nos impedir, ela está tratando entre outras coisas de livre iniciativa, maximização de oportunidades, inclusão social, realização de propósitos.

Homens absolutamente livres, aqueles que não sofrem nem iniciam ações coercitivas, são absolutamente capazes de exercer seu máximo potencial para criarem o que quiserem e puderem, recebendo em troca a devida retribuição de acordo com o seu mérito.

Ausência de coerção significa que cada indivíduo está desimpedido para agir de acordo com o seu pensamento para aplicar suas virtudes, conhecimento e habilidades para criar as condições necessárias para que possa usufruir dos resultados de suas ações para superar os desafios impostos apenas pela sua própria existência.

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Dadas as limitações que cada um de nós possui para esse enfrentamento é que surgem oportunidades adicionais como a cooperação para criação marginal de valor para mútuo benefício através da troca de conhecimentos, bens ou serviços que não possuímos de maneira alguma ou em quantidade suficiente por incapacidade ou falta de interesse de obtê-los sozinhos.

Esse processo de cooperação voluntária e espontânea chama-se livre mercado e quanto mais livre é o processo de mercado, maiores são as oportunidades e o valor agregado naquela sociedade, beneficiando a todos os que nela resolvem se integrar.

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Então, voltamos ao início: a questão não é lutarmos por permissão, a questão é lutarmos contra os que querem nos impedir de sermos felizes à nossa maneira através do uso indevido da coerção.

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