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A inteligência dos brasileiros

Esta é uma realidade que tenho apontado, vez por outra, nas redes sociais. Os brasileiros estão ficando para trás, enquanto o resto do mundo está cada vez mais inteligente. A média brasileira de QI está agora em 87, o que coloca os brasileiros ligeiramente acima de pessoas limítrofes nos países de melhor colocação.

Por que será que isso acontece? Não há um único fator para este problema. Há aqui uma verdadeira sinergia para o mal: educação formal deficiente, desvalorização cultural do conhecimento, média ridícula de leitura por ano, política de aprovação automática, salários baixos para professores, etc.

Quero aqui apontar um desses: desvalorização da carreira do magistério. A média nacional de um professor 20 horas de ensino fundamental é inferior a mil reais (o piso salarial aprovado é de R$ 2.886,24, mas a média é muito abaixo disso). Já a média nacional de um professor universitário, com doutorado, 20 horas, está em torno de R$ 2100,00, e de um professor universitário tempo integral é um pouco inferior a R$ 5000,00.

A lei da oferta e da procura é inescapável: é nada menos do que natural que as pessoas mais competentes e talentosas não queiram se tornar professores e ambicionem melhor remuneração, o que deixa a docência com os menos capazes e alguns poucos abnegados, quase monges mesmos. Cada vez mais tenho reparado que colegas não desejam constituir família ou ter filhos, e boa parte do motivo resume-se à total incapacidade para poder prover a prole.

Mas isso tem um efeito muito deletério: professores são aqueles que formam as demais carreiras. Indiretamente, todas as demais profissões baixam o nível intelectual assim.

Se você ainda tem dúvidas do que estou afirmando, então procure pelo edital de professor VOLUNTÁRIO que a UFMG acaba de publicar para diversas áreas, inclusive Direito.

(fonte https://ourworldindata.org/grapher/change-in-average-fullscale-iq-by-country-1909-2013?country=~BRA)

Paulo Emílio Borges de Macedo

Paulo Emílio Borges de Macedo

É Professor na UFRJ. Estudou Direito internacional no Curso de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina.