O fim da “bolsa empresário” e o modelo petista de fazer política

O governo encerrou o Pbndesrograma de Sustentação dos Investimentos (PSI), uma linha de crédito concedida por meio do BNDES para diversos empresários com juros subsidiados, a título de investimento para aumento da produtividade nacional, na expectativa de que houvesse, com isso, crescimento do emprego, da renda e da tributação.

A conta final ainda não foi fechada, em virtude dos cálculos a serem feitos acerca dos investimentos realizados em 2015, mas estima-se em mais de R$ 400 bilhões a quantia canalizada pelo governo para esse fim, com um prejuízo total de mais de R$ 250 bilhões. Por causa desse caos, o PSI ficou conhecido como “bolsa empresário”, em jocosa alusão ao programa Bolsa Família, destinado a assistir famílias de baixa renda.

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O método político de manutenção do poder através do favorecimento pessoal de grupos de interesse organizados com dinheiro (grandes empresários) e votos (camadas pobres da sociedade) não é uma novidade, tendo sido aperfeiçoado por Mussolini na Itália e experimentado pela primeira vez no Brasil com Getúlio Vargas, conhecido como “pai dos pobres”, mas também “mãe dos ricos”, já que, enquanto criava direitos trabalhistas e sindicatos, abria linhas de crédito e incentivava o protecionismo para aqueles que sustentavam economicamente seu regime.

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Para ler o artigo completo publicado na edição impressa de hoje, 06 de janeiro de 2016, no Jornal Gazeta do Povo, clique neste link.

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Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.