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Falar em “projeto de país”, “planejamento central” é coisa de socialista

Quem fala em projeto de país pensa como arquiteto ou engenheiro e acredita que somos “pau para toda obra”. Um país não é um canteiro de obras. Cada um de nós é o arquiteto e engenheiro determinado a realizar os seus próprios projetos de vida.

Somos indivíduos que querem viver em sociedades livres, não como formigas ou abelhas que por natureza pertencem a colônias para servirem a um mestre.

Projeto de país, planejamento central, isso é coisa de socialista. Uma política compatível com a natureza racional do ser humano exige que a instituição que vai tratar dos que agem irracionalmente, o governo, proteja os direitos dos indivíduos para que estes possam planejar, projetar e realizar seus próprios propósitos de vida de forma livre e independente de quem quer que seja.

Uma sociedade de seres humanos, dado que não somos oniscientes nem infalíveis, dado que há entre nós aqueles que preferem usar de coerção em vez de aproveitar a liberdade que possuem como direito para cooperar e produzir civilizadamente, exige uma instituição como o governo para tratar exclusivamente desses que precisam ser impedidos de agir violentamente ou obrigados a cumprir os deveres com os quais se comprometeram.

Governo não projeta, não planeja, não inicia o uso da coerção para colocar em prática o que perversamente projetou e planejou para a sociedade. Quando o governo faz isso, está traindo sua finalidade precípua: impedir que uma sociedade se transforme numa colônia onde uns, os mestres, exploram os outros, os servos, através das instituições.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.