A verdade pouco falada sobre impostos e privatização

Os socialistas das mais variadas vertentes entendem que o debate moderno é aquele que se fundamenta na ética coletivista estatista. Sim, esse tem sido o “debate moderno” desde o fim do século XIX. O problema é que se trata de um debate proposto por quem não se importa de se evadir do dado metafísico, epistemológico e ético de […]

Os socialistas das mais variadas vertentes entendem que o debate moderno é aquele que se fundamenta na ética coletivista estatista.

Sim, esse tem sido o “debate moderno” desde o fim do século XIX. O problema é que se trata de um debate proposto por quem não se importa de se evadir do dado metafísico, epistemológico e ético de que o homem necessita que seus direitos individuais sejam respeitados, pois são violados sucessivamente pelos governos.

Aceitar o debate nesses termos é sucumbir de vez à filosofia da brutalidade, da subserviência, do homem como meio e não como fim.

Aqui no Rio Grande do Sul estamos agora discutindo a privatização e se é vantajoso para o governo vender o banco Banrisul, a CEEE ou qualquer outra das suas quinquilharias.

Ocorre que a questão não é econômica, nem política: a questão é bem anterior, é ética.

Quando falamos em governo limitado e despojado do direito de extorquir, estamos falando em um governo que se dedique à defesa e proteção dos direitos dos indivíduos a sua vida, liberdade e propriedade, financiadas voluntariamente.

Quando usamos a frase “imposto é roubo”, estamos denunciando que o governo não protege os direitos individuais e se tornou o maior violador desses mesmos direitos. Nenhum banco, nenhuma escola, nenhum hospital é legítimo se erigido e mantido por dinheiro extorquido de alguém.

Quem cria e mantém negócios com dinheiro extorquido dos outros é a máfia.

Se para criar e manter as empresas estatais, e tudo o quê o governo possui como propriedade, foi necessário extorquir a população, então é legítimo que se exija do governo que privatize já os seus bens e utilize os recursos obtidos para diminuir seu endividamento, reduzir os impostos e indenizar os servidores que ainda serão demitidos.

Liberar a iniciativa privada das regulações e dos impostos é a única saída para este estado falido. Essa crise é consequência direta de termos deixado de lado no debate os princípios que fazem as sociedades prosperarem como a promoção da livre iniciativa e da propriedade privada, essenciais para o florescimento dos indivíduos e para a cooperação em um ambiente de livre mercado.