Bolsonaro e o PSL/LIVRES: Considerações de um Defensor da Liberdade

Escrevo este artigo apenas para registrar minha opinião. Não conversei com ninguém do Patriota, também não conversei com ninguém do PSL/LIVRES. Tenho vários amigos em ambos os partidos, mas preferi escrever esse texto me restringindo ao conjunto de informações que está disponível a todo o público. Tal como a maioria de vocês, fui pego de […]

Escrevo este artigo apenas para registrar minha opinião. Não conversei com ninguém do Patriota, também não conversei com ninguém do PSL/LIVRES. Tenho vários amigos em ambos os partidos, mas preferi escrever esse texto me restringindo ao conjunto de informações que está disponível a todo o público.

Tal como a maioria de vocês, fui pego de surpresa pela notícia de que o Deputado Federal Jair Bolsonaro estaria terminando sua relação com o Patriota e quase indo para o PSL/LIVRES. Segue minha opinião sobre isso.

1) Em primeiro lugar quem perde é o Brasil. O Patriota mudou seu estatuto para se tornar claramente um partido liberal/conservador (conservador nos valores e liberal na economia), o que muito me agrada. A ida de Bolsonaro para o Patriota consolidaria um partido de direita forte no Brasil, creio isso ser importante para solidificar nossa democracia e balizar melhor a discussão pública.

2) Em segundo lugar, o Brasil perde novamente. O PSL/LIVRES tentava fazer o mesmo que o Patriota fez, mas em direção diferente. Isto é, tentava mudar seu estatuto para se tornar um partido libertário (liberal nos valores e liberal na economia). Da mesma maneira que o Brasil carece de um partido forte representando o centro conservador-liberal também carece de um partido representando ideias libertárias. Da mesma maneira que o Patriota fortaleceria nossa democracia, levando representatividade dos conservadores-liberais para a arena política, o mesmo aconteceria com o PSL/LIVRES que daria representatividade política ao grupo libertário (por quem nutro grande respeito e no qual tenho vários amigos).

3) Em terceiro lugar perde o próprio deputado. Ao ir para o PSL/LIVRES teria que recomeçar o trabalho que foi feito na mudança do antigo PEN para o novo Patriota. Além disso, a confusão gerada sempre irá levantar críticas que irão atrapalhar desnecessariamente sua campanha.

O Brasil precisa de um partido liberal-conservador da mesma maneira que precisa de um partido libertário. Se dependesse de mim, o deputado Jair Bolsonaro seguiria em frente no Patriota e consolidaria a força desse partido que representa a direita brasileira. Caso Bolsonaro perca as eleições, se estiver no Patriota, ainda assim terá contribuído de maneira decisiva para fortalecer a democracia e a direita brasileira. Afinal, terá certamente eleito uma forte base parlamentar para representar a grande população liberal e conservadora de nosso país.

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