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Contradições de autoritários enrustidos

autoritariosO sujeito defende o casamento igualitário. Com toda razão, enfatiza: “Não cabe ao Estado definir qual tipo de relacionamento privado entre cidadãos adultos deve ou não existir, qual está mais correto ou qual deve ser proibido. Pouco importa a tradição ou a opinião de algum grupo em relação a isso”.

O outro defende a descriminalização da maconha. Cheio de si, comenta: “Se uma parte quer vender e a outra quer comprar, ninguém deveria se meter. O usuário que arque com os eventuais danos decorrentes de sua própria escolha. Se eles estão em comum acordo, quem sou eu para protestar?”.

Aí vem à tona o debate sobre um projeto de lei que propõe ampliar as possibilidades de contratação entre uma empresa e seus prestadores de serviço. Os dois sujeitos acima, como sempre, vão querer opinar. Mas, surpreendentemente, não utilizarão o mesmo raciocínio de antes. Agora, vão defender a intervenção estatal, ainda que continue sendo em outro tipo de relação privada entre duas partes. Dirão: “O Estado não deveria permitir esse tipo de contratação! Sabemos que não é nada bom!”. Apelarão até para a ideia dos bons costumes: “É o fim da nossa boa tradição trabalhista!”.

Essa história, fictícia, nos revela bem os diferentes tipos de autoritários que nos rodeiam a todo tempo. São de todas as cores, classes e credos. Uns mais à esquerda, outros mais à direita. Grupos que, na prática, têm como único objetivo subverter o poder coercitivo do Estado em benefício de seus próprios interesses (inclusive os eleitorais ou corporativistas). Em comum, a crença de que, dependendo do assunto, sabem — e devem — cuidar da vida alheia.

São todos autoritários. Boa parte, disfarçada. Mas, mesmo assim, inimigos da liberdade. E a incoerência deles deve ser revelada. Quanto antes, melhor.

Gabriel Menegale

Gabriel Menegale

Jornalista (DRT 0039281/RJ) e publicitário, graduado pelo Ibmec/RJ. Ex-conselheiro-executivo do Estudantes pela Liberdade (atual Students for Liberty Brasil) e editor do Boletim da Liberdade.

3 comentários em “Contradições de autoritários enrustidos

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    16/04/2015 em 2:51 pm
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    Perfeito isso:

    “Era porque naquela época, a vida intima das pessoas só interessava à
    elas próprias. Desde que eles se dessem o respeito, por que não
    respeitá-los.”

    De fato a vida privada dos indivíduos não
    interessa a ninguém. Eu particularmente não tenho amigos gays (que eu
    saiba), mas respeito tal opção de quem assim escolhe sem fazer mal a
    mais ninguém. Não me sentiria a vontade para tomar uma cerveja com um
    gay num papo amistoso. É da natureza. Acontece que muitos fazem
    discursos contra os machistas e blá blá blá. Discursos EFETIVAMENTE de
    ataque e desprestigio aos que não sentem-se a vontade com gays. Ora, o
    dep Bolsonaro foi condenado a pagar R$150 mil por simplesmente dizer que
    não tem filhos gays por estes terem tido boa educação. Porém, os
    incontaveis discursos contra os machistas, onde os afendem, não dão
    questões judiciais e ninguém jamais será condenado juridicamente se
    “xingar” alguiém de machista insinuando que tal pessoa não merece
    respeito ou mesmo incentivando o ódio e a discriminação contra
    “machistas preconceituosos”.

    Ora, o que se vê é o oportunismo de
    safados que se fazem de coitadinhos “discriminados” para usufruirem de
    privilégios e ganhos canalhas e poderem atacar sem risco a honra ou
    integridade fisica e patrimonial alheia.
    O coitadismo foi uma
    estratégia política na decadência do império romano, onde os donos do
    Poder viam-se cada vez mais seus poderes minguarem diante da população
    que exploravam.

    Dai os donos do poder no império decadente
    aplicaram a velha técnica de guerra recomendada por Sun Tzu: fazer o
    inimigo lutar entre si para enfraquecer-se e assim permitir que pudesse
    domina-lo com com um mínimo de baixas. Ou seja, a estratégioa da
    covardia de semear a CIZÂNIA dentre a tropa inimiga para
    enfraquece-la. Mais tarde isso foi chamado de DIVIDIR PARA DOMINAR bem
    como como uma estratégia de INVENTAR INIMIGOS PARA CONQUISTAR AMIGOS.

    Assim
    é que a política que, como um meio de submeter os demais a nossa
    vontade (Clausewitz sobre a guerra), sucedeu a guerra como MEIO para
    tal. Um meio mais seguro onde os postulantes ao Poder não correm
    riscos, mas apenas dividem a população em vários grupos e lança-os uns
    contra os outros. Como indivíduos podem integrar variados grupos o
    resultado é um TODOS CONTRA TODOS ambicionando ter o Estado a seu lado.
    Desta forma o Estado (quadrilha organizada e hierarquizada) pode explorar e tiranizar todos com o apoio de todos.

    …Efetivamente o ESTADO da ARTE na ARTE DA GUERRA!

    Escolhe-se
    sempre um coitadinho que passa a reivindicar privilégios, contra seu
    antagônioco, ao Poder estatal. Pegando carona no coitadismo meritório
    inventado como moral na decadência do império romano, os coitadinhos
    fantasiando de “mais fracos” exigem o direito de lutarem bravamente
    contra adversários amarrados, por serem estes mais fortes. Porém, um
    “forte” amarrado nem mesmo é capaz de se defender e portanto
    absolutamente mais fraco.

    …Eis aí o IMPÉRIO da COVARDIA dos
    fracos contra os FORTES. Efetivamente os fracos sentem-se autorizados a
    praticarem toda sorte de covardia mesmo contra inofensivos “mais
    fortes” ou alegados malvadões inofensivos.

    Não há quem seja mais
    discriminado e atacado moralmente e fisicamente do que os RICOS e
    PATRÕES. Discursos de fomento de ódio contra os ricos e os
    empregadores são espalhados canalhosamente em uma ode à covardia contra
    estes.
    O Estado em sua política safada apoia e postulantes ao Poder
    bem como parasitas estatais se valem do ESCUDO DISCRICIONÁRIO contra os
    RICOS e EMPREGADORES, LATIFUNDIÁRIOS e até contra os malvados homens
    opressores das mulheres. Esse discurso de ódio soma-se a
    reivindiocação de ataques francos ao patrimônio dos ricos e dos
    empregadores.

    …MAIS AÍ NINGUÉM DIZ QUE DEVE SER PROIBIDO OU
    QUE DEVAM SER PROCESSADOS ESTES INSUFLADORES CONTRA ESTAS EFETIVAS
    MINORIAS DISCRIMINADAS E LESADAS PELO ESTADOE SUA HIERARQUIA PÉRFIDDA.

    Se
    proibe-se o discurso de ódio e e reivindicação francamente lesiva aos
    ricos e empregadores, os canalhas da política imediatamente ALARDEARÃO
    QUE É DITADURA, QUE É PROPIBIÇÃO DA LIVRE EXPRESSÃO. Mesmno que tais
    discursos imputem ofensas efetivamente morais contra estas minorias e
    ainda clamem para que sejam LESADOS e PREJUDICADOS com apoio da covarde
    força estatal.

    Porém estes mesmos pulhas que dizem defender a
    livre expressão de ofensas e calunias contra ricos e empregadores,
    reivindicando que o Estado os ataque e E DISCRIMINE com IMPOSTOS e
    CONFISCOS, são os mesmo pulhas covardes que clamam por CENSURA e a
    CRIMINALIZAÇÃO do PENSAMENTO e da OPINIÃO.

    Uma mera opinião que
    não reivindica NENHUM tipo de discriminação ou ataque, para estes PULHAS
    SAFADOS deve ser punida e ainda render-lhes benefícios. Já a
    INSUFLAÇÃO de ÓDIO contra ricos e patrões tanto quanto a reivindicação
    de benefícios ao custo da lesão e coerção destes, em suas fétidas bocas
    são exemplo de democracia.

    PULHAS!!! …nada além de PULHAS da mais infame COVARDIA!!!

    Como um livro que rascunhei para mim mesmo cujo título é “O IMPÉRIO DA COVARDIA SOB O IMPÉRIO DOS RUFIÕES”

    Eis aí o Estado que atingiu o estado da arte na arte da guerra!!!!

    …rsrs
    sumiram os comentários já publicados …Estatistas conservadores fasntasiados de “liberalóides” …só assim há verbas!

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    15/04/2015 em 3:12 pm
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    A interveniência deste tipo de pensadores de boteco sempre foi desta maneira. Se não me atinge, libera geral. Se me atinge, ou poderá vir a me atingir, então que o Estado intervenha o mais rápido possível. Com respeito à união entre indivíduos do mesmo sexo, é necessário esclarecer que, o Estado jamais tentou normatizar esta união. Este movimento para oficializar o que já ocorria desde sempre, começou com toda ênfase no governo Lula. Foi quando os políticos da esquerda do próprio partido do Governo e aliados, oportunisticamente decidiram dividir o Brasil em modernas Capitanias Partidárias. Então surgiram os defensores dos Gays , dos negros, das mulheres, dos sem terra, dos sem teto, dos sem nada, dos favelados, no caso da maioridade penal eles são contra, etc. Próximo à minha residência, no início dos anos 60, conheci um “par” de homossexuais que viviam harmoniosamente sob o mesmo teto. E ao que me lembro esta união perdurou por muitos anos. E ao longo da minha vida, como eu trabalhei na área comercial da antiga Light, por 30 anos, tomei conhecimento de muitos outros casos idênticos. E em nenhum destes casos eu soube que um deles ao menos, tivesse sido admoestado por alguém, muito menos pelo Estado. E sabem porque? Era porque naquela época, a vida intima das pessoas só interessava à elas próprias. Desde que eles se dessem o respeito, por que não respeitá-los. Eu vou abrir um espaço neste meu comentário, para citar um autor, EDUARDO ALVES DA COSTA Niterói, RJ, 1936 e mostrar parte de um dos seus textos. Tenho certeza que irá colaborar para que muitos tirem proveito, e a partir de então, comecem à pensar:

    Tu sabes,
    conheces melhor do que eu
    a velha história.
    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho e nossa casa,
    rouba-nos a luz e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada.

    (Voltando) Eu coloquei este texto, com a finalidade de alertar aos nossos políticos destruidores de famílias tradicionais, aquelas que sabem se dar o respeito, e exigem serem respeitadas. A continuar como vão as exigências dos homossexuais, podemos esperar que logo logo, o senhor Jean Wyllys entrará com um projeto de lei, exigindo que seja dado o direito aos homossexuais mais avançadinhos, de terem o direito de serem penetrados por seus parceiros em praça pública. O que para muitos deles seria a glória. E o referido político ainda teria desfaçatez de alegar que: Se a rua é pública, porque não? No que se relaciona à liberação da maconha, o que falta é seriedade na discussão do caso. Nas pesquisas políticas, nunca são pesquisados mais que dois mil indivíduos, para se projetar um possível resultado. Então eu proponho que se levante 5000 casos de famílias, cujos filhos estejam presos, e que a primeira droga usada pelo filho foi a “maconha” Na entrevista deverá ser perguntado como , e quando ele começou a usar a maconha, qual foi a sequência do seu procedimento, e o que o levou à prisão. Sem medo de errar, eu vou aqui, antecipar 80% das resposta: Começou quando tinha 13 ou 14 anos, levados pelos amigos. Depois começou a pegar coisas de casa tais como: Eletrodomésticos, e eletroeletrônicos para trocar pela droga. E está preso porque nós não deixamos ele pegar mais nada de casa, e ele partiu para fazer pequenos furtos. Depois sentindo-se seguro, foi aumentando a sua coragem, conseguiu uma arma, e partiu para o assalto a uma loja, ou posto de gasolina. Invariavelmente estas serão as histórias à serem contadas pelas sofridas mães. Olha ai um político oportunista correndo na frente, e apresentando o seu projeto salvador da Pátria: “O bolsa maconha” . O seu argumento para defender o seu projeto? simples: Daremos o direito do jovem usar o seu objeto do deseja, e prevenimos que ele venha à se tornar um ladrão. Não é lindo? Qualquer duvida me ligue.

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    15/04/2015 em 1:16 pm
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    P E R F E I T O ! ! ! ! ! ! ! !

    É preciso mais disso, mostrar a incoerência dos pulhas esértalhões e dos maníacos não menos pulhas.
    Tudo que for em conformidade com as partes envolvidas é justo. Não fosse assim e até os casamentos se veriam controlados por familiares maníacos e interesseiros. A “justificativa” ou pretensa justificativa seria a mesma.
    Ninguém tem direito de limitar as opções alheias.

    Limitar as opções alheias à vontade de outro(s) significa SUBMETER UNS A OUTROS e isso é o que define ESCRAVIDÃO.
    Escravidão não é apenas obrigar outros a trabalharem sob ameaça de um mal maior, para assim aquele com capacidade destrutiva superior (de causar um dano maior IMPONDO SUA AÇÃO contra a vítima – há que ir a minucias para prevenir safados de distorcerem) conceder á vitima apenas as OPÇÕES que LHE INTERESSAM, negando à sua vítima todas as OPÇÕES NATURAIS DISPONIVEIS. Afinal uma das OPÇÕES DISPONIVEIS NATURALMENTE é a negação por parte da vítima de optar por não ter qualquer tipo de relação com o outro sem sofrer por parte deste uma AÇÃO LESIVA, um ataque que possa lhe causar um dano maior do que aquele que lhe é exigido por seu pretenso senhor.

    Ou seja, TODA e QUALQUER IMPOSIÇÃO a indivíduos INOCENTES (que não violaram com sua ação a integridade fisica ou patrimonial (direito individual natural aos frutos do próprio trabalho produzido e trocado voluntariamente) de quaisquer outros È incontestávelmente ESCRAVIDÃO. Afinal, esta se materializa quando a uma das partes não é permitido optar por não ter qualquer tipo de relação com a outra sem sofrer desta uma ação danosa.

    Portanto, a relação do governo com a população é uma relação de senhorn e escravo!!!

    O governo IMPÕE aos cidadão a sua vontade majoritária ao ameaçar com um dano de intenção pretensamente maior do que o dano que exige dos cidadãos para que não os ataque e lhes cause tal dano.

    Se um sujeito exige que outro trabalhe para ele oferecendo-lhe um salário milionário, sem aceitar que este recuse tal proposta, ameaçando-o de morte, prisão ou qualquer outro castigo. Mesmo que pague a este um salario milionário, trata-se de ESCRAVIDÃO, pois aquilo que faz com que o outro trabalhe para ele NÃO É A REMUNERAÇÃO QUE PRETENDE OBTER, MAS SIM O DANO QUE PRETENDE EVITAR.

    Eis aí a troca injusta, objetivamente injusta:
    Uma troca por uma “bem negativo”. Ou seja, o individuo “troca” a sua ação PARA NÃO SOFRER UMA AÇÃO NOCIVA ALHEIA (DE QUEM, ENTÃO, O ESCRAVIZA).

    Uma troca justa somente ocorre entre benefícios (subjetivamente analisados).
    Quando alguém oferece um benefício a outro para não sofrer um dano que este outro lhe possa causar (sem nenhum acordo prévio/livre nesse sentido), este indivíduo esta sendo COAGIDO e a causa de sua ação não é obter um beneficio que o outro lhe pode proporcionar, mas livrar-se do dano que o outro lhe pode causar injusta e arbitrariamente. Logo, onde há COERÇÃO arbitrária trata-se de ESCRAVIDÃO.

    Como bem o disse A. Lincoln: “a ideia de escravizar é natural no homem” e para doma-la é preciso que a razão fale mais alto do que a emoção.

    Ninguém tem direito de impor sua subjetividade/vontade a nenhum outro(s). Tal intenção é claramente a vontade de ESCRAVIZAR ou mais didaticamente, de submeter outros a sua SUBJETIVIDADE/VONTADE.

    …que se reflita sobre tal funesta tendência humana, cretina tendência que faz com que pulhas se enrolem em ideologias onde pretensos objetivos sentimentalóides (fins) reivindicam a justificação das ações em seu nome propostas. Ideologias se valem da apresentação de fins fantasiosos, pretensamente supremos e redentores, como justificativas para toda sorte de imposições de uns a outros.

    Os piores males e mais injustos sempre foram propostos e efetivados em nome de “fins redentores” ou “objetivos supremos” (ideologias: estas partem de fins para propor meios para supostamente atingi-los em data num futuro incerto: a cenoura na ponta da vara amarrada no lombo dos asnos da ideologia).

    Uma teoria ou filosofia SEMPRE PARTE de PRINCÌPIOS axiomáticos e conhecimentos, para assim prosperar em novos conhecimentos. Diferentemente de ideologias que focam nos alegados fins arbitrados para justificar os meios propostos. Assim, paraísos são oferecidos para um futuro incerto e improvável, a fim de justificar arbitrariedades e incoerências propostas.

    Portanto JULGAR a LÓGICA, mais propriamente a falta dela, de “oferecedores de utopias” para um futuro incerto ou mesmo as opiniões sentimentalóides de “bons moços” é fundamental para perceber que estes querem mesmo USUFRUIR dos MEIOS e apenas fazem seu teatro ideologico sentimentalóide para inibir a razão e subverter o raciocinio para se seus embustes mergulhados em incoerência possam ser relevados e aceitos com base em firulas ideológicas e/ou sentimentalóides.

Fechado para comentários.