As estátuas da vergonha

1d85839639d36b8ac6876a2e7810c28d

Roma cobriu suas estátuas com nudez para não ofender o presidente do Irã Hassan Rohan em sua visita a Roma. Simbolismo é isso, o resto é besteira.

Rohani aproveitou o tour europeu para fechar acordos bilionários com os países ocidentais dizendo que “a falta de crescimento cria forças para o terrorismo. O desemprego cria soldados para o terrorismo”. Traduzindo: ou vocês me dão bilhões, ou vamos continuar matando inocentes. Bill Clinton tentou a mesma estratégia com a Coréia do Norte nos anos 90, os resultados estão aí.

A justificativa econômica para o terrorismo é uma piada de mau gosto. O terrorismo arregimenta muitos de seus extremistas entre jovens de classe média, universitários, filhos de papai entediados, o mesmo tipo de adolescente radical, lobotomizado e niilista que vira black bloc ou que apedreja policial em manifestação no Brasil.

Leia também:  O apequenamento do Brasil na questão venezuelana

O líder máximo do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, é simplesmente um PhD em filosofia e estudos islâmicos. No Brasil, estaria dando aula de história ou geografia em universidade federal, sendo entrevistado como especialista na GloboNews e liderando ONG com dinheiro do governo ou do George Soros.

Abu Bakr al-Baghdadi comanda uma organização que domina parte de dois países, degola e toca fogo em prisioneiros, estupra e escraviza mulheres, mas muitos ocidentais acreditam que ele só faz isso porque não abriram franquias suficientes do McDonald’s em Bagdá. É esse acadêmico com doutorado em islamismo, que comanda um grupo chamando Estado Islâmico, que Obama diz que não é islâmico.

Leia também:  O PT não precisa da nossa ajuda para ser “demonizado”

O Irã é um país enorme, riquíssimo e que está em guerra declarada contra o Ocidente desde 1979. Suas impressões digitais podem ser encontradas em quase todos os grandes atentados terroristas das últimas décadas e graças ao governo Obama está no caminho de conseguir a bomba atômica.

Dar dinheiro para países que financiam o terrorismo, que estão em guerra contra o Ocidente, que gritam “morte à América” nas ruas, é piorar e muito a situação, como qualquer bípede deveria entender. Se você não acredita, tente dar 1 bilhão de reais para o Marcola esperando que o PCC acabe no dia seguinte.

Leia também:  Liberação das drogas: entre Solozzos e Corleones

Reagan é sempre lembrado por frases geniais como: “minha estratégia para a Guerra Fria? Nós vencemos, eles perdem”. O mundo nunca precisou tanto de um Reagan como agora.

Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal no Patreon!

Comentários

  1. E como é difícil mudar a versão ideologizada de fatos e da história em geral que está impregnada no mundo inteiro! Sugiro a leitura deste artigo do Gatestone Institute, http://pt.gatestoneinstitute.org/7303/palestinos-midia-ocidental, que analisa justamente a impressionante ignorância e sobretudo má-fé dos jornalistas no que concerne à questão Israel -Palestina.
    No caso específico brasileiro, cito apenas como exemplo os terroristas (como Dilma) que pretendiam implantar uma ditadura comunista no nosso país, mas foi disseminada entre nós a versão de que lutavam pela democracia.

    E falo em dificuldade não, absolutamente, para mostrar/instilar desânimo, mas sim para dar a dimensão da tarefa crucial que temos de levar adiante para preservar nossa civilização – dito de outra forma, a nossa liberdade.

  2. Acho que esse comentário está pra lá de equivocado, pois não leva em conta que o presidente Hassan Rouhani é um moderado entre os clérigos iranianos, que se elegeu sob os ataques inclementes dos extremistas, com a mensagem de prosperidade e aproximação com o ocidente. Há uma intensa luta pelo poder ora em curso, que culminará nas próximas eleições legislativas de 26 de fevereiro. As nações livres (ou semi-livres, especialmente o grupo denominado P5+1) aplaudiram a eleição de Rouhani em 2013 e esperam que ele seja capaz de implementar as reformas que prometeu em campanha. Sendo assim, não é de se estranhar que países como a Itália cooperem e concordem com gestos como esse de cobrir a nudez das estátuas a fim de não dar motivos e argumentos para os extremistas quando Rouhani voltar para casa. Se eu fosse líder de uma nação e me deparasse com uma situação dessas, faria o mesmo que o presidente italiano, sem titubear. Há coisas mais sérias e importantes do que bravatas e inflexibilidade.

    Quanto à suposta tradução “ou vocês me dão bilhões, ou vamos continuar matando inocentes” é uma besteirada só, já que os iranianos não estão exigindo nada, estão simplesmente mostrando as vantagens mútuas, sob a perspectiva deles, do intercâmbio econômico entre o Irã e as nações ocidentais. Torço pelo sucesso desse homem para que outros moderados (mais moderado que ele) surjam, e que juntos consigam eventualmente modificar o regime, e dar um pouco de alívio ao cidadão comum daquele país.

    • Equivocado está o seu comentário,jns58.

      E para entender o porquê do equívoco é necessário entender o aparato social e
      os sistemas de poder político dos países de maioria islâmica. A grande maioria
      é de monarquias absolutistas, assim como a Arábia Saudita. O rei, que é de uma
      determinada tribo, apoiado por uma tropa de elite da mesma tribo, manda,
      desmanda e fim de papo. O Irã, assim como outras exceções, é uma república teocrática assentada sobre um conselho religioso que é apoiado militarmente por uma guarda nacional. Para ser presidente no Irã é preciso estar em conformidade com o conselho de Mulás, cujo principal líder é o Aiatolá Kamenei.

      O moderado Hassan Rouhani só preside o Irã porque o conselho quer passar uma imagem marqueteira de quinta categoria aos países ocidentais de moderação, democracia, modernidade, “respeito aos direitos humanos” etc. É o “islamismo paz e amor para inglês ver”. As sanções econômicas estavam quebrando o governo e os seus projetos de expansionismo religioso.

      A Arábia Saudita (islamita alauíta) e o Irã (islamita xiita), por exemplo, travam uma “guerra por procuração” no Iêmen e em outras localidades, apoiando financeira e militarmente grupos rivais. O Irã ficou sem grana por conta das sanções e tão logo ponham a mão nela, os moderados saem fora do jogo de aparências, pois o poder econômico (mais de 70% da economia iraniana está nas mãos do governo) e militar está nas mãos dos Aiatolás radicais.

      Para lembrar que a história se repete como farsa, Hitler foi cotado para receber o prêmio Nobel da PAZ e o tratado de Munique foi assinado também pela Itália (Mussolini) e pela França (Edouard Daladier), além da Inglaterra (Neville Chamberlain).

      A diferença entre a França e a Inglaterra é a existência de uma voz dissonante que alertava para o perigo que representava o Nacional Socialismo para o mundo (Winston Churchill). Sobre Chamberlain, supostamente teria dito Churchil: “O governo tinha a escolha entre a guerra e a desonra: ele escolheu a desonra e terá a guerra”.

      Sugiro que faça como a Bianca Cavani: leia os artigos publicados no site do instituto Gatestone sobre o islamismo. O link está no comentário dela.

      • Gustavo Monteiro,

        [1] – Certa vez encontrei um grupo de jovens do Oriente Médio em uma festa, e notei que rapazes e moças se beijavam no rosto ao se encontrarem ou se despedirem, como nós brasileiros costumamos fazer. Muito curioso, perguntei pra eles se aquele procedimento não seria proibido no país deles. Eles riram, e um deles disse:”não somos da Arábia Saudita, somos do Marrocos e do Líbano”. Um outro acrescentou: “nós beijamos as moças, não os rapazes”. Todos caímos na gargalhada.

        [2] – O Ministro da Educação,Tecnologia e Pesquisa da Indonésia causou, recentemente, uma onda de protestos ao declarar que jovens homossexuais não deveriam ser aceitos nas universidades do país. À guisa de justificação ele disse que as instituições educativas são as guardiães morais daquela nação e devem proteger os seus valores. Mais tarde, ele, uma autoridade em uma nação islâmica, a maior em população, se viu obrigado a se explicar. (https://www.studyinternational.com/news/indonesias-education-minister-faces-censure-over-lgbt-comments)

        O que essas situações têm em comum?

        Eu poderia mencionar vários outros exemplos e episódios para mostrar que não há o que poderia-se chamar de uniformidade islâmica, seja ela de doutrina ou de prática, assim como não há uniformidade em nenhuma outra religião. Em muitos casos a prática religiosa varia de país para país, e até de região para região. Sendo assim, não faz sentido invocar um suposto “aparato social e os sistemas de poder político dos países de maioria islâmica”. Antes, se quisermos entender alguma coisa temos que olhar diretamente para o país em questão e seus problemas. No caso do Irã, é importante entender o pano de fundo sobre a Revolução de 1979, o relacionamento dos Estados Unidos e o resto do ocidente com o xá Mohammad Reza Pahlevi até a sua morte em 1980, o pensamento dos aiatolás, as facções políticas do país, e por fim, a nova geração de iranianos. Não estou dizendo que tenho profundos conhecimentos de todos esses fatores, mas está na cara que analisar o Irã simplesmente como parte do bloco de países islâmicos não funciona.

        Vc disse que “O moderado Hassan Rouhani só preside o Irã porque o conselho quer passar uma imagem marqueteira de quinta categoria aos países ocidentais de moderação, democracia, modernidade, ‘respeito aos direitos humanos etc’. É o ‘islamismo paz e amor para inglês ver’”. Vc não poderia estar mais equivocado, pois é justamente o oposto. Os extremistas são francos sobre suas intenções. Eles não gostam, ou querem, moderação, democracia ou modernidade (esta, então, é um verdadeiro palavrão pra eles). Eles tiveram que aceitar o Rouhani porque, bem, porque ele venceu as eleições, é ao mesmo tempo um reformista e um *insider*, e depois de 8 anos de Ahmadinejad, o povo já estava cansado da retórica e ações dos extremistas (lembre-se que muitas acharam que a reeleição foi fraudulenta e votaram em um moderado). Líder de país nenhum quer uma guerra civil (lembre-se também que o Irã não é um país permanentemente sob um regime militar como a Coréia do Norte).

        Eu não tinha conhecimento dos artigos publicados no Instituto Gatestone (e, francamente, depois de ver a chamada de um deles defendendo que os EEUU devem continuar apoiando a Arábia Saudita e fingir que não vê as violações, desisti de ler outros), mas tenho outras fontes. Prefiro absorver informações dos reformistas e, melhor ainda, diretamente dos iranianos. Foi através deles que aprendi como funciona o sistema político em um país que não conta com partidos; que não conta com uma autoridade realmente absoluta (o próprio aiatolá Ali Khamenei tem que tomar cuidado com as palavras e pronunciamentos do contrário perderá prestígio); que conta com minorias, inclusive judaicas, que tem o status de cidadãos de segunda classe: e, finalmente, que tem uma população dividida entre pró e contra os EEUU/Ocidente (em 2002 Abbas Abdi, um dos líderes do grupo de estudantes radicais que tomaram a embaixada americana em 1979, organizou uma enquete e confirmou que a maioria da população apoia o reatamento das relações entre o Irã e os Estados Unidos. Ele seria preso em 1993 pelo regime). Quando dos protestos de 2009 contra a fraudulenta reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad o mundo teve conhecimento do público persa pró-democracia, que clamava por liberdade, e por isso tinha votado no reformista Mir-Hossein Mousavi Khameneh. Esse público finalmente conseguiu o seu objetivo quando o atual presidente, Hassan Rouhani, foi eleito.

        Mas a batalha entre extremistas e reformistas/moderados continua, e não está sendo nada fácil para os últimos. Dos 3000 candidatos reformistas às eleições legislativas de 26 de fevereiro apenas 30 foram aprovados pelo Conselho dos Guardiães da Constituição, mostrando claramente que há conflito entre o aiatolá e o presidente, apesar do triunfo deste na questão do acordo nuclear. Os extremistas de lá, obviamente, assim como os extremistas de cá, não gostaram do tratado, e muito menos desse novo relacionamento com o ocidente, por acreditarem que essa será a porta de entrada para os Estados Unidos e outras nações ocidentais, e a “deturpação” do país. Quando o acordo foi assinado todos nós vimos o povo comemorando nas ruas de Teerã. A comunidade iraniana de Los Angeles – a maior dos EEUU, composta na maioria por dissidentes e refugiados – exultou. Aliás, foi um deles que me informou, com detalhes, a natureza da luta pelo poder entre extremistas e reformistas. A estratégia dos moderados é manter e angariar maior apoio popular a fim de enfraquecer os extremistas. Por esse motivo eles não podem dar a impressão de que estão se “ocidentalizando”, ou que estão abandonando a cultura ou o *way of life* iraniano.

        Tenho certeza quase absoluta que os diplomatas das nações ocidentais entendem muito bem o problema – provavelmente esse foi o motivo porque o presidente da Itália permitiu que as estátuas fossem cobertas – e, como podemos constatar pela assinatura do acordo, apostam em um Irã um pouco mais democrático e integrado à comunidade internacional.

  3. – Talvez um maluco como Donald Trump seja muito mais uma solução do que um problema. Outro que tentou colocar panos quentes tentando aplacar o gosto de sangue de um maluco chamado Adolf Hitler foi o primeiro ministro inglês Neville Chamberlain. Pelo Pacto de Munique foram cedidos 2/3 da Tchecoslováquia à Alemanha em uma tentativa de se evitar a guerra.

    – Para que uma política de apaziguamento surta efeito são necessárias duas condições: Primeiro – a nação que busca a guerra precisa querer, com o conflito, o atingimento de um objetivo de forma pragmática. Segundo – quem propõem o acordo deve oferecer algo que sacie a vontade da nação belicista.

    – O Estado Islâmico, assim como a Alemanha nazista possui delírios de grandeza. Para os islâmicos somente o sumiço amplo, total e irrestrito da civilização cristã ocidental será o suficiente.

    – Seis milhões de judeus foram mortos na II Guerra Mundial e, ironicamente, Hitler chegou a fundar um “museu da raça extinta” na Tchecoslováquia, com uma ampla coleção de objetos da cultura judaica. O Islã pretende o extermínio/conversão de um bilhão de cristãos e judeus e não sobrará sequer um museu da civilização extinta.

    • Mais um texto brilhante do Alexandre que condensa todas as verdades que ninguém na grande mídia tem a coragem de falar, nem o Diogo Mainardi que é apenas uma sombra no Manhattan Connection do que era na Veja ou no seu site. Caro Gustavo, concordo praticamente com tudo o que disse, só vamos parar de tratar Trump como um maluco, populista em algumas questões, concordo, mas nada de maluco. Esse é o mesmo argumento bombardeado pela grande mídia no Brasil contra o Bolsonaro, são os malucos, radicais e extremistas, na Itália Matteo Salvini é tratado da mesma forma, e qual a característica em comum entre os três? São políticos que expressam com veemência o que pensa o cidadão comum que trabalha e paga seus impostos e só é lembrado pelos políticos tradicionais (que só pensam nos seus próprios interesses) na época das eleições. Estamos fartos desses “políticos equilibrados”, o jogo deles é esse e não vamos mais cair nessas armadilhas que eles armam com conivência da grande mídia que só sabe nos bombardear com as ideias erradas, multiculturalismo, “cotismos”, vitimizações e falácias que estão destruindo nossos valores, aliás, nossas vidas. Sobre Trump, para mim dentre os Republicanos é o que tem os melhores atributos para rivalizar com Putin, que queiramos ou não vem se saindo como único líder capaz de defender os seus interesses, o vejo também como uma força capaz de enfrentar o fascismo islâmico e toda a sua retórica, a Europa e seus lideres estão mortos, e os EUA vão salvá-la novamente. Citando o que disse o Alexandre, o mundo nunca precisou tanto de um Reagan como agora, e quem melhor do que Trump para representar esse papel? Abs.

      • Claudio, preciso esclarecer que, pessoalmente, eu não considero Donald Trump um maluco. Empresário de sucesso que possui uma visão pragmática dos problemas americanos. Meu equívoco foi não ter colocado a expressão entre aspas, a fim de demonstra que se trata de um eufemismo. Os “equilibrados” Barack Obama e Hillary Clinton, com sua visão politicamente correta, são muito mais nefastos aos EUA do que dez pragas de gafanhotos sucedidas por um tornado.

        • Perfeito Gustavo, abs.