Quinta, 29 de Julho de 2010
IL

Prêmio Donald Stewart Jr.



Tema: "Globalização e Liberdade"

Introdução
Ganhadores
Notícias sobre os ganhadores
Depoimentos
Fotos dos Seminários
Entrega do prêmio

 

 

Elisa Lucena Martins

 

Amigos do Instituto Liberal,

 

A experiência de participar dos seminários Freedom University, da Foundation for Economic Education (FEE) e do Cato University, organizado pelo Cato Institute, não poderia ter sido mais proveitosa.

 

Impossível escolher a melhor parte.

 

No seminário Freedom University, pude contar com a companhia de estudantes de diferentes partes do mundo. Ouvimos palestras de Sheldon Richman, Ivan Pongracic, entre outros. As palestras bem humoradas de Paul Cwik nos arrancavam risadas ao mesmo tempo em que nos ensinavam lições valiosas.

 

Tive o prazer de sentar-me à mesa para almoçar com Lawrence W. Reed, presidente da FEE. Figura cativante, que conquistou todos os presentes com as suas interessantíssimas histórias. A admiração dos participantes do seminário por ele ficou ainda mais clara após a sua última palestra, quando foi aplaudido de pé. As palmas se estenderam por bastante tempo e, mesmo assim, não pareciam suficientes.  

 

Na continuação da jornada liberal, embarquei para o seminário Cato University, em San Diego. Logo de início, já pude perceber que o público na Califórnia seria diferente. Lá os estudantes misturavam-se com pessoas de diferentes gerações, das mais diferentes profissões e nacionalidades, o que tornou a experiência ainda mais enriquecedora. David Boaz, Tom Palmer e Robert Higgs foram apenas alguns dos brilhantes palestrantes do evento.

 

A intensa programação de palestras, combinada com as descontraídas conversas nas belíssimas e confortáveis dependências do Rancho Bernardo Inn foi a receita perfeita para uma semana de educação liberal.

 

Obrigada por terem me proporcionado essa experiência maravilhosa.

 

Um abraço,

Elisa Lucena Martins.

 

Testimonial - Elisa Lucena Martins

 

 

Jovens liberais: os verdadeiros revolucionários do século XXI

 

Miguel Galdino

 

 

Meus caros amigos liberais,

 

Muitíssimo obrigado!

 

Não há outra coisa a dizer quando penso na maravilhosa oportunidade a mim proporcionada por vocês, meus caros, que constituem o querido Instituto Liberal.

 

Não tenho dúvidas de que este mês nos Estados Unidos foi um grande marco, divisor de águas em minha vida. As experiências que tive, as pessoas que tive a satisfação de conhecer, os lugares que tive o privilégio de estar foram, com absoluta certeza, de importância ímpar nesse meu momento de graduação, de juventude, de busca por objetivos.

 

Após os seminários na FEE e no CATO University, volto ainda mais convicto de meu posicionamento liberal, da minha defesa intransigente pela liberdade.

 

Através dos excelentes palestrantes que tive a oportunidade de conhecer e dialogar, através da troca de experiências com colegas da minha idade de todas as partes do mundo, pude ter certeza de que nenhum sistema que focalize o pleno desenvolvimento do ser humano pode ignorar a liberdade. Mas, pelo contrário, sem a liberdade, o ser humano vai perdendo sua capacidade de escolha, vai deixando de ser o senhor de seu destino, vai perdendo sua independência, até chegar a estágios críticos (como na antiga URSS e na Alemanha nazista), em que o ser humano deixa de ter valor, dignidade, e passa a ser um meio, facilmente dispensável, seja quais forem os objetivos de quem domine o aparato estatal.

 

Volto me sentindo ainda mais responsável. Volto podendo analisar nossa realidade e perceber como as coisas poderiam ser diferentes, se se acreditasse mais no ser humano. Como as coisas poderiam ser melhores, se fizéssemos escolhas mais responsáveis em termos de políticas governamentais.

 

Mas ainda há muita ignorância em nosso país. Ainda há muitas trevas em nossos debates, ainda somos muito permissivos em termos culturais. E isso desanima. Quando penso em como o debate intelectual é complicado, e como o processo de convencimento é difícil, bate o pessimismo. O pessimismo que ataquei em meu artigo. E este pessimismo foi totalmente derrotado, graças a essa grande oportunidade proporcionada pelo Instituto Liberal.

 

Durante nossa estadia em San Diego, tive o inesperado privilégio de ser colega de quarto por uma semana de um revolucionário moderno. Sim, descobri que os jovens liberais são os verdadeiros revolucionários do século XXI. Somos nós que estamos lutando contra o status quo e somos nós que temos causado grandes cores de cabeças a pessoas muito poderosas em países ao redor de todo o mundo. Meu colega de quarto, Mirsulzhan Namazaliev, mais conhecido como Michu, é um jovem quirguistanês da minha idade (21 anos). Conversando com ele, apesar de um temperamento bastante brasileiro, descobri que ele foi preso pelo governo de seu país por protestar pacificamente junto a outros estudantes contra claras irregularidades durante as eleições no Quirguistão, em dezembro de 2007. Ao invés de se deixar amedrontar, de se deixar abater, Michu decidiu seguir em frente. Seu caso repercutiu no país, de onde obteve grande apoio popular. Recebia tanta comida das pessoas na prisão, que pôde compartilhar com todos os demais presos. Na sua visão, a brutalidade do governo só o fortaleceu, e há pouco tempo, em uma parceria com Tom Palmer, abriu o primeiro Instituto de Livre Mercado da Ásia Central. Já administra o instituto, e graças a sua determinação e carisma, vem conseguido animar apoiadores de peso, de forma que o instituto vem crescendo.

 

Este foi o caso emblemático, mas boas histórias, motivação e inspiração não faltaram ao longo das duas semanas de seminário. Cada um com suas dificuldades, com seus desafios, mas, de uma forma ou de outra, sempre comprometidos com a sociedade, sempre comprometidos com a liberdade.

 

Espero poder, cada vez mais, contribuir com o movimento liberal brasileiro, de forma que possamos tirar as amarras que impedem o desenvolvimento econômico-social do Brasil e que não nos deixam sair do infeliz caminho da servidão.

 

Novamente, muitíssimo obrigado!

 

Miguel Augusto Marçano Galdino

 

 

Novas idéias serão propagadas

 

Thaís de O. Queiroz

 

 

Prezado Instituto Liberal,

 

 

Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade que tive de participar dos seminários da Foundation for Economic Education (FEE) e do Cato University. Esta experiência foi maravilhosa não só para o meu crescimento pessoal, mas também no aperfeiçoamento das minhas perspectivas profissionais como internacionalista.

 

O seminário da FEE em Irvington-on-the-Hudson abordou questões éticas e a importância de lutar por um mundo mais livre dentro de uma sociedade global na qual os direitos individuais são constantemente restringidos. Os professores eram muito próximos e acessíveis aos estudantes, proporcionando inúmeras discussões sobre os mais diversos assuntos e um aprendizado único com excelentes economistas que se dedicam à compreensão da realidade pautando-se em bases de liberdade, responsabilidade e justiça. Por meio de uma abordagem bastante acadêmica, temas como monopólios, intervenção estatal nos mais diversos níveis (como no caso da mudança climática) e preceitos basilares da escola austríaca estiveram na agenda do seminário, sendo analisados por meio de palestras e de grupos para discussão entre os alunos. A casa que a FEE se localiza é linda, seu cunho histórico é encantador e o ambiente aconchegante proporciona um aprendizado profundo e inspira muitas reflexões. Os participantes eram do mundo inteiro, e eu tive a chance de compreender melhor a dinâmica política e econômica que permeia os contextos de diversos países. Vale destacar que o hotel e as refeições eram ótimos, a equipe organizadora era muito educada e o apoio de todos da fundação para o sucesso do seminário o tornou um evento inesquecível.

 

Em San Diego, a abordagem dos assuntos durante o seminário promovido pelo Cato University trouxe um novo espaço de entendimento da crise financeira internacional. Seu foco não se deu tanto nos aspectos acadêmicos, como ocorrera na FEE, mas no pensar de um planeta no qual as regulamentações estatais se ampliam gradativamente, salientando seu impacto na esfera relacional de cada pessoa na sua vida particular, dentro de sua comunidade local e de sua sociedade com o restante do mundo. Temas relativos à história dos Estados Unidos e à análise das políticas públicas empregadas nas diversas nações foram analisados na reflexão de como a intervenção excessiva do governo distorce a lógica de mercado, desvalorizando preceitos de eficiência do processo produtivo e cria obstáculos para as relações comerciais tanto domésticas quanto internacionais. Os palestrantes eram professores muito qualificados, que mostraram abordagens inovadoras no entendimento dos problemas globais da atualidade. Um aspecto interessante foi o fato de que o Cato Institute apresentou a todos os estudantes bolsistas as oportunidades de trabalho dentro da instituição, e articulou uma noite na qual os acadêmicos compartilharam suas trajetórias pessoal e profissional, apontando os caminhos para a construção de uma vida ética e bem sucedida. Os organizadores do seminário eram extremamente pontuais, cuidadosos e prestativos. A infra-estrutura do evento foi sensacional. O hotel era maravilhoso, as refeições ótimas, as confraternizações nos finais de tarde eram um momento privilegiado para fazer novas amizades e discutir sobre os assuntos abordados na extensa agenda do seminário. Tal conjunto permitiu uma atmosfera impecável para aprender e discutir com empresários, estudantes e professores de todos os lugares do planeta soluções para a crise financeira e caminhos para fomentar a liberdade nas suas mais distintas perspectivas.

 

Aprendi muito nessas suas semanas, fiz novos amigos, conheci a realidade econômica, política e social de diversos lugares do mundo e agradeço, mais uma vez, pela oportunidade de ter representado o Brasil nos dois eventos, que certamente suscitaram transformações e geraram novas idéias que serão propagadas não somente por mim, mas por todos os estudantes que lá estavam e que visam à uma sociedade mais próspera e livre.

 

Atenciosamente,

Thaís de O. Queiroz

 

 

 

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