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O público fala, é Hollywood que não quer ouvir Reviewed by Momizat on . Um bando de caipiras com barbas estilo ZZ Top, perdidos no meio da Luisiana, está fazendo história na televisão e, antes que você continue a ler, preciso avisar Um bando de caipiras com barbas estilo ZZ Top, perdidos no meio da Luisiana, está fazendo história na televisão e, antes que você continue a ler, preciso avisar Rating: 0

O público fala, é Hollywood que não quer ouvir

Um bando de caipiras com barbas estilo ZZ Top, perdidos no meio da Luisiana, está fazendo história na televisão e, antes que você continue a ler, preciso avisar: a vida dos Robertsons é um vício difícil de largar.

Os Robertsons são o tema central do reality show “Duck Dynasty” da A&E. O nome do show é uma referencia ao negócio incrivelmente próspero deles, que passa de pai para filho e onde todos trabalham. A “Duck Commander” vende produtos para caça de patos e iscas de pesca, com seus homens que lembram uma versão rústica e ainda mais desengonçada de Zach Galifianakis e suas esposas loiras com aquela beleza natural tipo Kaley Cuoco de “The Big Bang Theory”. Uma típica família da Dixie Land.

A quarta temporada acaba de estrear e logo no primeiro episódio quase 12 milhões de americanos ficaram hipnotizados na frente da telona. Foi a maior audiência de um programa de não-ficção da história da TV a cabo e maior do que quase todos os outros programas do país, incluindo a TV aberta. A série é um sucesso também nas redes sociais e os rednecks de West Monroe já são videogame, action figures, além de adorados especialmente pelos jovens, como mostram as pesquisas de audiência.

A família Robertson é, sem querer parecer tautológico, uma família. Não há roteiro prévio, não há ensaios, é só a vida daqueles barbudos caipiras, seus conflitos familiares, suas provocações uns com os outros, com pitadas de humor, drama e o que mais se espera de um reality show mas com muito mais “reality” do que você está acostumado e, talvez por isso, seja um sucesso.

Eles não se preocupam em ser politicamente corretos ou obedecer a cartilha ideológica típica de Hollywood. São religiosos, usam armas, não há glamorização do sexo, de drogas ou violência. Em muito pouco tempo assistindo você percebe neles os ingredientes que constituem o que se convencionou chamar de família: amor, companheirismo, união e cumplicidade. E os EUA estão apaixonados por eles por isso.

Os Robertsons desmoralizam sem piedade a tese de que Hollywood topa tudo por dinheiro e que vai produzir sempre o que o mercado quer. Os estúdios que fizeram do cinema uma indústria até meados do século passado mudaram de mãos, passando o controle para uma nova geração de atores e diretores, e a partir daí houve uma reviravolta ideológica, nascendo um máquina de propaganda do estilo de vida não da média do povo americano mas dos próprios artistas, de como eles são e vêem o mundo, inclusive politicamente.

Alguns dos maiores estúdios de cinema e redes de TV do país hoje são dirigidos por artistas, muitos na casa dos 60 anos e que eram adolescentes na época de Woodstock, o que impregnou sua visão de mundo até os dias de hoje. Em resumo, é como entregar a Rede Globo para José de Abreu e depois se surpreender que a vida romanceada de Fidel Castro, Che Guevara ou Lula vire o tema principal das novelas.

Para entender o que pensam muitos dos atuais líderes da indústria do entretenimento mais poderosa e rica do planeta, lembre de “Forrest Gump” (1994), um filme criado, dirigido e estrelado basicamente por esquerdistas, com a honrosa exceção do conservador Gary Sinise no papel do eterno Tenente Dan.

Em Forrest Gump, todo preconceito desta geração de Hollywood com metade do país é clara e cristalina. Forrest (Tom Hanks), literalmente um deficiente mental, é o americano médio, do interior, que fala platitudes e só dá certo na vida porque tem sorte. Já sua amiga Jenny (Robin Wright) é como Hollywood se vê: livre para experimentar tudo, mergulhada de cabeça na contracultura dos anos 60/70 e seu ativismo de esquerda. O americano médio pode ser também Homer Simpson, que em meio à campanha presidencial do ano passado chegou a ser colocado como apresentador da FOX News num episódio da série para não deixar dúvidas do que seus autores queriam dizer.

O desprezo de Hollywood, dos artistas e celebridades americanas pelo coração do país não fica só na ficção. Numa entrevista recente, o apresentador Bill Maher disse com todas as letras: “os EUA poderiam ser um país socialista avançado como vários da Europa, temos 80 milhões de pessoas inteligentes como na Alemanha, o problema é que estamos cercados por 200 milhões de caipiras ignorantes que não nos deixam progredir”. Andrew Breitbart sempre repetiu que o sonho desse pessoal é transformar os EUA num país socialista europeu e há poucas dúvidas disso.

O sucesso estrondoso de gente como os Robertsons são um pesadelo para qualquer um que trabalha por uma sociedade tutelada pelo estado, com o povo prestando juramento a líderes carismáticos e marchando nas ruas em paradas comemorando o aniversário da revolução. A família é a maior célula de resistência contra o estado e é por isso que é alvo dos ataques dos totalitários há mais de 100 anos. Hitler dizia que não ia se casar porque era “casado com a Alemanha”, por exemplo. Num tipo de estado como o sonhado por socialistas e fascistas, você deve se casar com o estado e tanto os Robertsons quanto os valores que representam são um inimigo a ser derrotado.

A edição do Oscar desse ano foi uma das mais emblemáticas nesse processo. O prêmio principal de melhor filme foi entregue por Michelle Obama, via satélite, direto da Casa Branca, num momento assustador em que as fronteiras entre Hollywood e o governo atual foram publicamente derrubadas. O prêmio foi para “Argo”, um filme de Ben Affleck, possível candidato ao senado pelo Partido Democrata, que reconta a crise dos reféns do Irã de um jeito que limpa a barra de Jimmy Carter e apaga Ronald Reagan do episódio, assim como Stálin apagava seus inimigos das fotos e livros de história. Todos os recados foram dados e só não entendeu quem não quis.

Nesse mesmo ano, “Zero Dark Thirty”, de Kathryn Bigelow, foi escorraçado do prêmio por cometer o pecado de contar a história da caçada e morte de Osama Bin Laden sob a ótica dos fatos e não da narrativa embusteira que queria colocar Barack Obama como herói principal, além de dar a entender que sem o “waterboarding” dificilmente o terrorista-mor do planeta seria eliminado. Um ótimo filme mas politicamente incorreto demais para ser apreciado por uma indústria cada vez mais comprometida politicamente com um partido e sua ideologia.

O público está ávido por uma produção cultural em linha com seus valores, tradições e crenças, que não necessariamente são as mesmas da média da classe artística e da intelectualidade. Por isso, pare de acreditar que Hollywood obedece apenas a critérios de mercado, ou você estaria ligando a TV agora para ver “Duck Dynasty”. Há muito mais em jogo do que parece.

Sobre o autor

Alexandre Borges
Publicitário e diretor do Instituto Liberal

Alexandre Borges é publicitário com diversos prêmios nacionais e internacionais, tendo sido escolhido Profissional do Ano do Brasil pelo Prêmio Colunistas. Ex-executivo de algumas das maiores agências de publicidade do país como JWT, Leo Burnett, Ogilvy e Wunderman, foi também apresentador e comentarista político do programa Assembléia Geral, que foi ao ar na Ideal TV, canal da Editora Abril. Diretor do Instituto Liberal, articulista do Reaçonaria.org, Mídia Sem Máscara e das revistas Vila Nova e Feedback.

Número de entradas : 3

comentários (13)

  • Ângelo M. Palmeira

    Estava procurando informações sobre evidências do caráter esquerdista do showbiz americano e me surpreendi com a escassez de notícias a esse respeito, principalmente na web em português. Foi então que me deparei com esse excelente texto. É impressionante o grau de penetrabilidade das ideias quando se tem nas mãos uma indústria de entretenimento de impacto mundial. O fato de o Oscar ser entregue na Casa Branca pela Primeira-Dama dos EUA é particularmente assustador.

    Escrevi no meu blog uma análise sobre o sitcom Friends mostrando como doutrinas de esquerda (principalmente a misandria e o feminismo) são exaltadas, sugeridas e estimuladas de forma sutil. Pra quem quiser dar uma conferida:

    http://minoriadeum.blogspot.com.br/2013/12/friends-e-os-anos-90-uma-analise-sobre.html

    Muito interessante a iniciativa desse site. Já está adicionado à minha lista de favoritos.

  • Alexandre Borges

    Alexandre Borges

    Não havia visto esse longo comentário, mas eu nunca disse que Hollywood não quer ganhar dinheiro e é uma leitura absurda do que está escrito, puro delírio interpretativo.

    Hollywood quer dinheiro como qualquer esquerdista quer dinheiro, apenas esse não é seu valor prioritário quando confrontado à propaganda ideológica. Se for possível fazer propaganda ideológica e ganhar dinheiro ao menos tempo, ótimo (“Avatar” é um excelente exemplo).

    Além disso, o anti-americanismo recebe excelentes críticas na Europa e faz muito dinheiro fora dos EUA, o que ainda mantém a máquina andando, mas por tempo limitado.

    O resto do chorume preconceituoso contra o interior do país não merece atenção.

  • Joaquim Neto

    Antes de qualquer coisa quero dizer que nunca vi um só episódio do seriado Duck Dynasty, e que não é especificamente sobre ele que quero falar. Assim que vi o título do artigo do Alexandre Borges – O público fala, é Hollywood que não quer ouvir – veio-me a ideia de que o autor não poderia estar falando sério. Ora, Hollywood não é apenas business, é big business, e como qualquer economista está careca de saber, nenhum negócio prospera se não atende a demanda do público. Hollywood não apenas ouve o público, ela vai além e se especializa no assunto. Os investidores não arriscam quantias monetárias consideráveis em projetos que mais tarde se transformarão em filmes, ou em programas de televisão, sem antes fazer o *dever de casa*, ou seja, sem antes contratar os serviços de indivíduos e companhias que analisam a possibilidade de sucesso ou de fracasso. O professor Akira Ishii, do Departamento de Engenharia da Universidade de Tottori no Japão (veja aqui) está ficando bastando popular por estar trabalhando em um projeto que supostamente prevê se um filme será um grande sucesso de bilheteria. O New York Times publicou um artigo em Maio deste ano sobre a invasão dos “data crunchers” (um pessoal encarregado de analisar informações e determinar as chances de sucesso de um filme, a começar pelo roteiro). O método é novo mas a função é tão antiga quanto os próprios estúdios.

    O sr. Borges não acredita que os investidores e diretores dos estúdios de Hollywood desejam o lucro. A julgar pelos argumentos apresentados no artigo, a indústria de entretenimento estaria mais preocupada em a promover a ideologia do esquerdismo. Ele parece acreditar, consciente ou inconscientemente, que os filmes e seriados que atentam contra o ideário liberal (e não poucos) não são lucrativos, o que, presumivelmente, não é um grande problema já que o lucro, no entender do sr. Borges, não é o objetivo principal de Hollywood. Tais filmes não passariam de um sintoma de imposição cultural perpetrada pelos progressistas, que por obra do acaso são diretores dos estúdios. Ele diz que “Alguns dos maiores estúdios de cinema e redes de TV do país hoje são dirigidos por artistas, muitos na casa dos 60 anos e que eram adolescentes na época de Woodstock, o que impregnou sua visão de mundo até os dias de hoje.” A ideia implícita nessa frase é que os CEOs não levam em consideração os gostos e tendências do público, que não agonizam sobre decisões que podem levar ao sucesso ou ao fracasso de sua empresa, mas que tão-somente manipulam e obrigam o público a consumir o produto oferecido. À guisa de colocar ênfase no argumento ele convida o leitor a se lembrar do filme Forrest Gump “Para entender o que pensam muitos dos atuais líderes da indústria do entretenimento mais poderosa e rica do planeta”, já que o filme foi “dirigido e estrelado basicamente por esquerdistas, com a honrosa exceção do conservador Gary Sinise no papel do eterno Tenente Dan. Bom, se isso é mesmo verdade, se o filme é realmente o símbolo progressista de Hollywood, como se explica o fato de a revista conservadora National Review ter escolhido a referida película como o quarto melhor filme conservador dos últimos 25 anos? É certo que essa opinião não é ponto pacífico entre conservadores, tendo gerado críticas e aclamações dos dois lados do espectro político, mas o filme está longe de ser o símbolo da maquinação anti-conservadora, ou a prova cabal de que Hollywood tem desprezo pelo o que Borges chama de “o coração do país”. Borges parece acreditar, como vários republicanos , inclusive Michele Bachmann, Rick Santorum, e Sarah Palin, na ideia sem fundamento de que a verdadeira América se restringe ao interior e à parte sul da nação, presumivelmente porque estas regiões ainda guardam os tais valores conservadores. Isso quer dizer que New York, Los Angeles, Boston, e Seattle, entre outras grandes cidades costeiras não são realmente americanas, são meros símbolos deturpados de um país que existiu um dia. Ele parece ignorar o fato de que a “verdadeira América” não é lá muito benevolente para com os que não fazem parte dela. A História recente nos mostra que o espírito de tolerância tão defendido pelos liberais clássicos não tem sido aceito de bom grado pelo “coração” da América, e uma das consequências lamentáveis é uma série de estereótipos negativos que perduram até hoje. Mas a verdade é que desde os tempos de A Família Buscapé, que durou desde 1962 até 1971, Hollywood sempre olhou para o coração do país em busca de entretenimento. O fato de só agora ter emplacado com Duck Dynasty não quer dizer que Hollywood tenha ignorado middle America. Há, por exemplo programas como My Big Redneck Wedding (desde 2008), Here Comes Honey Boo Boo, Swamp People, e Rocket City Rednecks (este sim, um programa no mínimo interessante e por certo mais condizente com a ideologia liberal). Na ausência de uma fórmula mágica de sucesso Hollywood tenta diferentes abordagens até descobrir o que o público realmente deseja.

    Não há dúvida de que vista como um todo a indústria americana de entretenimento é ideologicamente esquizofrênica. Apesar de ser regida por empresários progressistas ela funciona como uma máquina capitalista, muito bem azeitada, por sinal. É justamente por ser capitalista que a indústria não pode – e nunca tentou – se dar ao luxo de ignorar os consumidores. Se fosse verdade que “o público americano está ávido por uma produção cultural em linha com seus valores” (sendo que por “valores” subentende-se os ditos valores judaico-cristãos) os especialistas no assunto já teriam detectado isso, e dado aos estúdios a fórmula mágica mencionada acima. Como em qualquer outra área de negócio a indústria de entretenimento é alvo de cálculos e análises mantendo inclusive uma semi-indústria aparte a fim de encontrar o sucesso almejado (daí a importância do professor Akira Ishii e a emergência dos data crunchers). Além disso, é fato provado que o público americano não vai ao cinema, ou busca programas de televisão, por motivos ideológicos. Isso, eles diriam, é coisa de francês. O americano está mais interessado em entretenimento.

    Tendo dito tudo isso devo admitir, até porque está às claras, que Hollywood tem um forte viés progressista. Seus atores e diretores estão à esquerda do espectro político. Por vezes defendem e patrocinam causas que estão em sintonia com aquilo que os conservadores chamam de marxismo cultural, além de aderirem a um estilo de vida cosmopolita e multicultural. Tudo isso faz parte de sua bagagem psico-epistemológico que muitas vezes se revela nos filmes, programas de TV e novelas. Mas daí a dizer que Hollywood não quer ouvir o seu público, ou que está empenhada em impor seus valores esquerdistas mesmo sob o risco de fracasso financeiro, vai uma grande distância. Há vários motivos para se criticar Hollywood, mas esse não é um deles.

    Joaquim Neto
    _____

    P.S. Eu já tinha decido não fazer comentários sobre o artigo em questão, mas quando vi que o sr. Alexandre Borges tinha enviado um outro texto na mesma linha (http://tinyurl.com/k3xecxn) achei por bem enviar o contraponto

  • Dêmio Lauriano

    Willie trás uns esquilos para mim, to querendo fazer um guizado… Gosto da série pois identifico os bons momentos da minha familia.

  • Bernardo

    Concordo com o David…

    Forrest Gump é um filme com várias possíveis leituras, talvez uma de suas várias qualidades. Jenny é a revolucionária de Woodstock, que vive o estilo de vida dos artista de sua época e acaba por destruir (ou quase) sua vida com drogas e um vazio impreenchível, já Gump é simples, trabalhador e honesto. Se Jenny é Hollywood, Gump é o Middle America. E a história favorece bem mais o último.

    Eu concordo com grande parte do texto, mas não com tudo. Que Hollywood tem um carta ideológica de esquerda socialista, não tenho dúvidas. A classe artística por influência, possivelmente francesa, flerta com esse lado, e faz certo sentido. Se arte é um forma de questionar o status quo, a respostar seria olhar para o diferente, no caso a esquerda (nos EUA).

    A contestação faz parte da arte, mesmo que ela esteja errada.

    Sobre Duck Dynasty, talvez sejam os valores conservadores americanos, ou talvez seja a simplicidade que faz com jovens urbanos se mudem para o interior em busca de vidas mais simples. Sinto que há de volta um Fugere Urban de volta no ar, fazendo com que as pessoas repensem nos seus valores, entrem em contato com a natureza (talvez de si mesmos) e apreciem os espaços abertos. Um pouco como Forrest Gump, Duck Dynasty possivelmente não pode ser reduzia a apenas um elemento para explicar se sucesso. Ou seria que os EUA gostam de assistir uma caricatura grotesca de si mesmo? Difícil dizer…

    Uma analogia seria dizer que o Brasil tem identificação com o estilo de vida dos Big Brothers / A Fazenda, quando grande parte da população é católica ou evangélica. O que seria um contrassenso. Gostamos de espiar o diferente, mas isso não quer dizer que comungamos com seus valores ou aspiramos ser eles, bem grande parte de nós, afinal o que tem de gente querendo ser Big Brother…

    O Cômico é que Argo desagradou grande parte da esquerda (fora dos EUA), pois tinha uma ar patriótico que pintava os EUA e a CIA como grandes heróis. E isso para muitos é inaceitável.

  • Guilherme

    Concordo com o David,
    além de que a impressão que eu tenho de Forrest Gump, é que passa a lição de que ser honesto e manter os pés no chão são a fórmula para o sucesso e para a felicidade. Os devaneios de busca de felicidade que todo adolescente tem (alguns mantém até a idade adulta) de fato é mostrado como uma coisa que não leva a nada (representado pela Jenny).

  • Alexandre Borges

    Alexandre Borges

    Caro David, a gente está concordando, minha leitura de “Forrest Gump” é que ele é um grande ato falho. Seu roteiro, preconceituoso com o americano do interior, acaba com ele sendo o grande vitorioso do filme. A intenção do roteiro é ruim mas o resultado é bom :-)

  • Felipe Biassio Rolim

    Concordo com você, amigo: só não vê quem não quer! E não falo somente de Hollywood! Esta escancarado!

  • David

    Embora concorde com o restante da crítica, tenho que discordar de sua visão sobre Forrest Gump. Mesmo que a mensagem original tenha sido a que você descreveu, em minha opinião a mensagem que o filme acaba passando é outra: a Jenny é sempre mostrada como um personagem trágico, que em busca de preencher um vazio que ela não compreendia, acabou jogando fora sua vida, enquanto que a felicidade estava ao lado daquele garoto com QI baixo que era apaixonado por ela. Já o Forrest, seguindo os ensinamentos de sua mãe e sendo sempre honesto e o menos malicioso o possível, alcançou sucesso e riqueza em quase tudo que fez na vida, desde o esporte, até negócios e exército. Se a Jenny era pra ser um retrato de como Hollywood se enxerga, eles estão com a auto-estima muito baixa, ou os valores completamente trocados.

  • Alexandre Borges

    Alexandre Borges

    No comentário acima, é “antiamericanismo” e não “antiamericanos”.

  • Alexandre Borges

    Alexandre Borges

    Oi Natália, obrigado pelo comentário. O que aconteceu no Oscar foi revoltante mesmo, sem falar do revisionismo histórico do “Argo”, coisa de delinquente intelectual.

    Lessandro, o faturamento dos filmes vem em sua grande maioria hoje de fora dos EUA e antiamericanos vende bem na Europa e na Ásia. No país, as bilheterias estão em queda, houve um aumento de faturamento bruto por conta da introdução de novas tecnologias como o 3D, o IMAX, o 4k, o que permitiu o aumento dos preços. Menos gente mas com ticket médio mais alto.

  • Lessandro Costa

    Mas se Hollywood está mais interessada em propaganda do que na demanda do mercado, como eles fazem para não falir? Além do mais, se a propaganda dos filmes não retrata os valores da maioria da população, como eles conseguem levar tanta gente ao cinema?

  • Natália.O

    Muito bom o texto, como gosto de assistir filmes e séries, não importando de qual época, eu pude perceber muitas coisas relacionadas às mudanças culturais que a sociedade ocidental sofreu.

    Assisti várias vezes Forrest Gump,mas não tinha feita esse link, em relação a personagem Jenny sim, mas não ao próprio Forrest e faz MUITO sentido, principalmente quando se considera os envolvidos no projeto desse filme.

    De fato, esse oscar foi o maior puxa-saquismo hollywoodiano que tive a oportunidade de acompanhar, mas hollywood,pelo menos, os grandes nomes, os grandes empresários de tempos atrás, sempre teve algum tipo de envolvimento nessa agenda cultural.

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