O fim da “bolsa empresário” e o modelo petista de fazer política

O governo encerrou o Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), uma linha de crédito concedida por meio do BNDES para diversos empresários com juros subsidiados, a título de investimento para aumento da produtividade nacional, na expectativa de que houvesse, com isso, crescimento do emprego, da renda e da tributação. A conta final ainda não foi […]

O governo encerrou o Pbndesrograma de Sustentação dos Investimentos (PSI), uma linha de crédito concedida por meio do BNDES para diversos empresários com juros subsidiados, a título de investimento para aumento da produtividade nacional, na expectativa de que houvesse, com isso, crescimento do emprego, da renda e da tributação.

A conta final ainda não foi fechada, em virtude dos cálculos a serem feitos acerca dos investimentos realizados em 2015, mas estima-se em mais de R$ 400 bilhões a quantia canalizada pelo governo para esse fim, com um prejuízo total de mais de R$ 250 bilhões. Por causa desse caos, o PSI ficou conhecido como “bolsa empresário”, em jocosa alusão ao programa Bolsa Família, destinado a assistir famílias de baixa renda.

O método político de manutenção do poder através do favorecimento pessoal de grupos de interesse organizados com dinheiro (grandes empresários) e votos (camadas pobres da sociedade) não é uma novidade, tendo sido aperfeiçoado por Mussolini na Itália e experimentado pela primeira vez no Brasil com Getúlio Vargas, conhecido como “pai dos pobres”, mas também “mãe dos ricos”, já que, enquanto criava direitos trabalhistas e sindicatos, abria linhas de crédito e incentivava o protecionismo para aqueles que sustentavam economicamente seu regime.

(…)

Para ler o artigo completo publicado na edição impressa de hoje, 06 de janeiro de 2016, no Jornal Gazeta do Povo, clique neste link.