Ação Humana: uma alternativa Liberal ao assistencialismo

O pensamento liberal tem uma proposta muito clara: potencializar a liberdade do indivíduo. Ou seja, ampliar a esfera do livre agir do indivíduo pela ausência de impedimentos externos, com base na defesa dos direitos do indivíduo e no princípio da não agressão. “Vida, Liberdade e Propriedade”, disse John Locke, a quem se atribui a paternidade […]

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O pensamento liberal tem uma proposta muito clara: potencializar a liberdade do indivíduo. Ou seja, ampliar a esfera do livre agir do indivíduo pela ausência de impedimentos externos, com base na defesa dos direitos do indivíduo e no princípio da não agressão. “Vida, Liberdade e Propriedade”, disse John Locke, a quem se atribui a paternidade do Liberalismo moderno. E, apesar existirem variações e interpretações diversas, este é eixo que permanece nos liberalismos. Sua consequência natural é a diminuição da esfera de atuação do Estado na sociedade. Menos impostos, menor concentração de poder e de influência nas mãos dos políticos, menos ingerência pública em assuntos privados, maior liberdade religiosa, de pensamento e expressão, maior liberdade de empreender, concorrer e prosperar.

De fato, a Liberdade é o melhor princípio norteador de políticas públicas e do poder político. Está em consonância com a eficiência dos serviços públicos, com a estrutura Republicana das instituições, com o Estado de Direito como regra, com a Democracia como compromisso e com uma gestão que respeite a menor das minorias: o indivíduo.

Entretanto, muito se acusa o Liberalismo dizendo que ele se sustenta, apenas, em um discurso econômico e seria, supostamente, silente quanto a propostas que minimizem o suplicio dos mais pobres. Isto é um engano! Na ausência da arrecadação compulsória estatal, das intervenções da “justiça social” e do assistencialismo estatal, a Liberdade oferece Caridade, Responsabilidade e o Voluntarismo. Somos adultos plenamente capazes, responsáveis por nossas decisões e seus resultados, reunidos por livre vontade, cientes da nossa natureza e orientados para o Bem. Nesta toada vem uma das iniciativas mais interessantes dos últimos meses: o Movimento Ação Humana.

O Movimento Ação Humana foi pensado para ser o meio mais eficiente de disseminação de idéias empreendedoras dentro do voluntariado. Seu papel é estabelecer o elo entre pessoas com interesses em comum que desejam realizar todo o tipo de atividades voluntárias: ações com o meio-ambiente, crianças, idosos, datas comemorativas, arrecadações e doações, oficinas, palestras, entre outros. Serão ações coordenadas no Brasil inteiro, orientadas por um calendário específico. Em Janeiro, por exemplo, as equipes ligadas ao projeto estarão selecionando as instituições que serão adotadas pelo movimento e farão as inscrições de equipes e voluntários.

É com grata surpresa que recebemos o “meu movimento” – o melhor modo de alcunhar um movimento que pretende se consagrar por uma ordem livre, totalmente voluntária, descentralizada e orgânica. Parabéns aos envolvidos com o projeto! Nada mais pertencente ao âmago do liberalismo que uma proposta que resgate o indivíduo como protagonista da sua história e da história da sua comunidade. Porque fazer “caridade” com dinheiro alheio é assistencialismo, e não solidariedade.